A Polícia Civil de Minas Gerais prendeu, na quarta-feira (15), Lauriza Pereira de Brito, de 24 anos, e Deivisson Moreira, de 39, em Belo Horizonte (MG). O casal é investigado pela morte brutal do filho de Lauriza, um Arthur Pereira Alves, de 9 anos, que deu entrada em um hospital com parada cardíaca no fim de agosto.
A Polícia Civil de Minas Gerais prendeu, na quarta-feira (15), Lauriza Pereira de Brito, de 24 anos, e Deivisson Moreira, de 39, em Belo Horizonte (MG). O casal é investigado pela morte brutal do filho de Lauriza, Arthur Pereira Alves, de 9 anos, que deu entrada em um hospital com parada cardíaca no fim de agosto.
Inicialmente, a mãe do garoto afirmou que a criança havia caído de uma escada molhada na escola, mas o laudo médico levantou suspeitas. Durante dois dias, o garoto foi atendido e liberado na UPA Barreiro, até que, no dia 23 de agosto, retornou ao hospital se queixando de dores na perna e com sangramento no nariz. Pouco depois, ele morreu.
Nesta quinta-feira (16), a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) apresentou os detalhes da investigação. A mãe confessou o crime.
Em depoimento, Lauriza relatou que agrediu o menino, no dia 21 de agosto, com chineladas e tapas no abdômen e nas costas durante um desentendimento após ele chegar na escola. Ela alegou que tinha feito uso de droga.
“Passei do ponto”, afirmou à polícia.
Já o companheiro dela apresentou versões contraditórias, tentando se isentar da culpa, o que, segundo a juíza Ana Carolina Rauen Lopes, indica tentativa de manipular os fatos e possível coautoria.
Envolvimento direto do casal
Na época, profissionais do Hospital Júlia Kubitschek constataram que as lesões do garoto eram incompatíveis com uma simples queda, encontrando hematomas, rigidez abdominal e sinais de violência física. Diante das evidências, a investigação apontou o envolvimento direto do casal.
Vizinhos relataram ter ouvido gritos de socorro da criança na noite anterior à morte e confirmaram que o menino era agredido com frequência. A vice-diretora da escola também negou qualquer acidente nas dependências da instituição, desmontando a versão inicial da mãe.