A brasileira Gisele Fernanda Theodoro Meira, foi encontrada morta no apartamento onde vivia com o namorado em Valência. O caso é investigado pela polícia espanhola como morte violenta, ainda sem causa definida. A família contesta a hipótese inicial de suicídio e afirma que a jovem estava feliz e realizando o sonho de viver na Europa.
A jovem brasileira Gisele Fernanda Theodoro Meira, de 32 anos, foi encontrada sem vida no apartamento onde morava com o namorado em Valência, na Espanha. A família contesta a hipótese inicial de suicídio e cobra esclarecimentos sobre as circunstâncias do caso, que segue sob investigação.

Gisele Fernanda Theodoro Meira (Foto: Reprodução)
De acordo com as autoridades espanholas, o caso é tratado como uma morte violenta ainda sem causa definida. A confirmação oficial depende da conclusão de exames periciais, incluindo análises forenses, toxicológicas e outros procedimentos técnicos que devem apontar a causa exata do óbito.
O corpo foi localizado pelo companheiro da vítima, Joel Levandoski, de 35 anos, no dia 30 de março. Ele relatou que havia saído de casa para atividades rotineiras e ao retornar ao imóvel, encontrou a namorada já sem vida no quarto do casal, que era compartilhado com outros moradores.
Mãe contesta hipótese de suicídio
A mãe de Gisele, Eliane Aparecida Theodoro, contesta a possibilidade de suicídio e afirma não acreditar nessa hipótese. Segundo ela, a filha vivia um momento de realização pessoal na Europa, onde trabalhava e realizava o sonho de morar fora do país, demonstrando estar feliz e tranquila.
Em declaração, a mãe também questionou a versão inicial levantada, argumentando que o cenário encontrado não condiz: “Quem vai tirar a vida não fica nua da cintura pra baixo”, reforçando suas dúvidas sobre as circunstâncias da morte.
O namorado da vítima, Joel Levandoski, relatou à família e às autoridades um clima de tensão no imóvel onde o casal vivia. Ele afirmou que a situação com os demais moradores se tornou insustentável e que Gisele teria solicitado a troca de residência à imobiliária em mais de uma ocasião, sem sucesso.
Essas preocupações teriam sido registradas em mensagens de áudio enviadas pela brasileira à mãe dias antes do ocorrido, nas quais relatava episódios de desconforto no local. Segundo o namorado, um dos moradores chegou a ser visto em comportamento considerado inadequado dentro do apartamento.
A imobiliária responsável pelo aluguel do imóvel, localizado na região de Praia de Oliva, próximo a Valência, não se manifestou até o momento. A área é conhecida por ser bastante procurada por turistas devido às praias de águas calmas e clima favorável a esportes náuticos.
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Namorado diz estar abalado
Joel Levandoski afirmou estar emocionalmente abalado após a morte da namorada e disse que pretende retornar ao Brasil:
“Quero paz, quero voltar pra casa, não tenho mais condições de continuar aqui sem ela. Tínhamos planos juntos. Eu não deveria ter deixado ela sozinha”, declarou
Segundo ele, a mudança para Valência havia ocorrido há cerca de sete meses, após o casal deixar Curitiba. Juntos há aproximadamente um ano, os dois planejavam recomeçar a vida na Europa, mas os planos foram interrompidos pela morte da brasileira.
Em meio ao luto, a família da vítima também enfrenta dificuldades financeiras para o traslado do corpo ao Brasil. A mãe, Eliane Aparecida Theodoro, afirma que pretende buscar o ressarcimento de valores que estariam na conta da filha, estimados em cerca de 6 mil euros. Até o momento, o namorado não se pronunciou sobre a quantia mencionada pela família.
Pertences e cartões estão com o namorado
A mãe de Gisele disse que o celular e os cartões bancários da filha estariam em posse do companheiro, Joel Levandoski. Questionado sobre a devolução dos valores e pertences, ele ainda não se pronunciou.
Enquanto isso, o caso segue sendo acompanhado pelo Consulado-Geral do Brasil em Valência, em conjunto com as autoridades espanholas. O governo brasileiro também se colocou à disposição da família para auxiliar no processo de repatriação do corpo ao país, que deve contar com apoio da Defensoria Pública da União. Segundo informações, o custo do traslado foi orçado em cerca de R$ 50 mil por uma funerária.
A família ainda buscou apoio do Núcleo de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas do Paraná. A responsável pelo setor, Silvia Xavier, afirmou que solicita esclarecimentos às autoridades espanholas sobre pontos que considera inconsistentes, como o acesso a contas bancárias e a posse do celular da brasileira após o ocorrido.
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