Sônia Moura, mãe de Eliza Samudio, escreve carta emocionante no aniversário da filha. Confira a mensagem sobre saudade e a criação de Bruninho.

Mãe de Eliza Samudio fala pela primeira vez após passaporte da filha ser encontrado
Mãe de Eliza Samudio fala pela primeira vez após passaporte da filha ser encontrado

Neste domingo (22), a memória de Eliza Samudio foi homenageada por sua mãe, Sônia Moura, em uma data que mistura a dor da ausência com a celebração da vida. Se estivesse viva, Eliza completaria 41 anos. Em uma mensagem carregada de emoção, Sônia relembrou a filha, morta há quase 16 anos, e reafirmou seu compromisso em manter vivo o legado da jovem.

​”A saudade é imensa”, diz carta aberta

​Em seu texto, Sônia descreveu o dia como um momento de celebração difícil, destacando que Eliza foi uma “mãe amorosa e uma pessoa única”. A postagem reflete o luto prolongado de uma família que teve sua trajetória interrompida por um dos crimes de maior repercussão no Brasil.

​”A dor é profunda, mas eu sei que você está em um lugar melhor, onde não há mais ódio, não há mais raiva, não há mais dor”, escreveu Sônia, em um desabafo sobre a partida precoce da filha.

Eliza e Bruninho Samudio

Eliza e Bruninho Samudio || Reprodução: Redes Sociais

​Legado e Bruninho

​A mensagem também trouxe atualizações sobre o bem-estar da família, mencionando Bruninho, filho de Eliza, que hoje busca trilhar seu próprio caminho. Sônia enfatizou que, apesar do “golpe cruel” que sofreu, não permitirá que a tristeza a consuma e prometeu continuar lutando.

​A mãe de Eliza finalizou a homenagem garantindo que a memória da filha é uma “chama que arde forte” e que todos os que a amam estão tentando fazer o melhor para seguir em frente.

Confira a mensagem completa:

Eliza, minha filha querida, Hoje é um dia muito difícil, mas também é um dia de celebração. Você completa 41 anos, e eu não posso deixar de pensar em como a vida seria diferente se você estivesse aqui conosco. São quase 16 anos que você partiu, e a saudade é imensa. A dor é profunda, mas eu sei que você está em um lugar melhor, onde não há mais ódio, não há mais raiva, não há mais dor. Você foi uma filha incrível, uma mãe amorosa e uma pessoa única. Sua partida foi um golpe cruel, mas eu não vou deixar que a tristeza me consuma. Vou continuar a viver, a lutar e a lembrar de você com alegria. Hoje, eu quero te dizer que você continua viva em meu coração. Sua memória é uma chama que arde forte, e eu vou continuar a alimentá-la com amor e carinho. Eu sei que você está olhando por mim, por Bruninho e por todos que te amam. E eu quero que você saiba que estamos bem, que estamos seguindo em frente e que estamos fazendo o melhor que podemos. Feliz aniversário, Eliza! Você é amada, você é lembrada e você é para sempre em meu coração.

Relembre o caso que parou o Brasil

​O desaparecimento de Eliza Samudio, em junho de 2010, tornou-se um dos casos criminais mais emblemáticos do país. A modelo, então com 25 anos, buscava na Justiça o reconhecimento da paternidade de seu filho e o pagamento de pensão alimentícia por parte do goleiro Bruno Fernandes, que na época era capitão e ídolo do Flamengo.

A relação entre Eliza e Bruno começou em 2009, no Rio de Janeiro. Após engravidar, a modelo relatou ter sofrido ameaças e até um sequestro por parte de comparsas do jogador para que interrompesse a gestação. Bruno negava a paternidade e temia que o escândalo prejudicasse sua carreira em ascensão e seus planos de atuar na Europa.

Em junho de 2010, Eliza foi atraída para o sítio do goleiro em Esmeraldas (MG), sob a promessa de que Bruno assinaria os documentos de reconhecimento do filho. A partir dali, ela nunca mais foi vista. As investigações da Polícia Civil de Minas Gerais concluíram que ela foi mantida em cárcere privado antes de ser assassinada.

​Condenações do caso

Em 2013, o goleiro Bruno foi condenado a 22 anos e 3 meses de prisão por homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver e sequestro. Outros envolvidos, como Luiz Henrique Romão (o “Macarrão”) e o ex-policial Marcos Aparecido dos Santos (o “Bola”), também receberam penas de reclusão.

​Mesmo após as condenações e diversas versões apresentadas pelos réus ao longo dos anos, o corpo de Eliza Samudio nunca foi localizado, o que torna a descoberta recente de seu passaporte em Portugal um novo e inesperado capítulo desta história.

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