O caso da bebê Helena Rodrigues Almeida ganhou um novo desdobramento na Justiça. Após o avanço das investigações sobre a morte da criança, o Tribunal de Justiça do Ceará concedeu medidas protetivas de urgência em favor da mãe da menina.
O caso da bebê Helena Rodrigues Almeida ganhou um novo desdobramento na Justiça. Após o avanço das investigações sobre a morte da criança, o Tribunal de Justiça do Ceará concedeu medidas protetivas de urgência em favor da mãe da menina.

Mãe da bebê Helena recebeu medidas protetivas concedidas pela Justiça do Ceará. Foto:Reprodução/TV Cidade Fortaleza.
A decisão foi confirmada pela defesa da mulher, que divulgou uma nota pública detalhando os motivos que levaram ao deferimento da medida.
Laudos deram novo rumo à investigação
A decisão judicial ocorre poucos dias após a conclusão dos laudos da Perícia Forense do Ceará. Os exames apontaram que Helena morreu em decorrência de asfixia mecânica e identificaram lesões compatíveis com violência sexual.
Com a conclusão das perícias, a Polícia Civil segue investigando a participação de cada pessoa que estava no apartamento no momento do crime. O namorado da mãe da criança e o primo dele permanecem presos preventivamente.
Advogado diz que decisão encerra ciclo de violência
Em nota, o advogado criminalista Weryd Simões afirmou que a medida protetiva foi concedida diante dos elementos apresentados no processo, que apontariam sucessivas situações de violência doméstica e familiar, além de ameaças, ataques virtuais e publicações envolvendo facções criminosas.
Segundo a defesa, a decisão representa “o encerramento de um longo ciclo de violência” vivido pela mãe da bebê. O advogado afirma que ela foi submetida durante anos a agressões físicas, psicológicas, morais e patrimoniais, além de enfrentar uma intensa campanha de ataques após a morte da filha.
A nota também sustenta que o pai da criança possui histórico criminal registrado desde 2016 e afirma que esses elementos foram analisados pelo Judiciário antes da concessão da medida protetiva.
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Defesa critica ataques e desinformação
Ainda na manifestação, Weryd Simões afirmou que a decisão judicial afasta narrativas construídas fora dos autos e reforçou que a Justiça analisou documentos e provas antes de conceder a proteção à mãe de Helena.
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O advogado também declarou que pessoas responsáveis por ameaças, ataques ou pela disseminação de discursos de ódio poderão responder pelos atos praticados, caso sejam
Investigação segue em andamento
Apesar da conclusão dos laudos periciais, o inquérito ainda não foi encerrado. A Polícia Civil continua reunindo provas para esclarecer toda a dinâmica do crime e individualizar a responsabilidade de cada investigado.
Enquanto isso, a medida protetiva permanece em vigor e a defesa afirma que continuará acompanhando o caso durante o andamento das investigações.
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