A Polícia Civil do Rio considera foragida Márcia Gama, mãe do rapper Oruam e esposa de Marcinho VP, líder do Comando Vermelho. Ela é alvo da Operação Contenção Red Legacy, que investiga a estrutura nacional da facção. Segundo a polícia, Márcia atuaria como intermediária entre líderes presos e integrantes que atuam nas comunidades.
Márcia Gama, mãe do rapper Oruam, passou a ser considerada foragida pela Polícia Civil do Rio de Janeiro. Ela e Landerson, sobrinho do traficante Marcinho VP, estão entre os alvos da Operação Contenção Red Legacy, que investiga a estrutura nacional do Comando Vermelho (CV).
Segundo os investigadores, os dois não foram encontrados nos endereços ligados a eles durante o cumprimento dos mandados judiciais e, por isso, passaram a ser considerados foragidos da Justiça.
Mãe de Oruam chorou nas redes
No mês passado, Márcia apareceu chorando em suas redes sociais e desabafou sobre a situação do filho, que também enfrenta problemas com a Justiça após violar diretrizes impostas pelo uso de tornozeleira eletrônica.
“Hoje, eu não tenho mais o que fazer. Todos os dias eu luto. Eu quero que meu filho se entregue. Eu quero que isso acabe logo, esse tormento”, afirmou.
No vídeo, ela também reagiu à notícia de que o rapper poderia deixar o país para fugir das autoridades. “É notório que vocês estão vendo que eu estou mal. Eu vi uma matéria falando que a Polícia Federal foi comunicada que meu filho pretende sair do país e fugir. Isso não é verdade. Eu sei que a mídia tem um poder forte de invadir nossa casa. Acho que realmente o que está acontecendo é sério. Descumprir ordem judicial é muito sério, eu sei”, disse.
Operação contra familiares de líder da facção
A Operação Contenção Red Legacy foi deflagrada nesta quarta-feira (11) pela Polícia Civil fluminense para atingir a estrutura nacional do Comando Vermelho. A investigação é conduzida pela Delegacia de Combate ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro (DCOC-LD).
De acordo com a apuração, Márcia Gama, que é esposa de Marcinho VP, teria atuado como intermediária de interesses da facção fora do sistema prisional. Segundo os investigadores, ela manteria contato com integrantes da organização e ajudaria a transmitir informações entre líderes presos e operadores que atuam nas comunidades dominadas pelo grupo.
A polícia afirma que esse tipo de atuação é comum em organizações criminosas estruturadas, permitindo que chefes encarcerados continuem exercendo influência sobre decisões estratégicas e atividades nas ruas.
Já Landerson, sobrinho de Marcinho VP, teria papel de articulação dentro da organização. Conforme a investigação, ele seria responsável por fazer a ponte entre integrantes da cúpula da facção, traficantes que atuam nas comunidades e pessoas ligadas a atividades econômicas exploradas pelo grupo.