Mãe de jovem decapitado relata horror após megaoperação no Rio, famílias enfrentam cenas de terror ao recolher corpos, operação deixou 134 mortos, acesso ao IML é restrito, impacto psicológico profundo sobre moradores e familiares, violência nos complexos da Penha e do Alemão, Rakhel Rios descreve corpos espalhados e clima de filme de terror, reconhecimento de vítimas continua sob perícia policial, megaoperação envolveu 2,5 mil agentes, quatro policiais mortos

Mãe de Ravel do CV descreve cenas de terror após megaoperação no Rio

Rakhel Rios, mãe de Yago Ravel, de 19 anos, morto e decapitado durante a megaoperação nos complexos da Penha e do Alemão, relatou momentos de extremo horror ao presenciar os desdobramentos da ação policial que deixou dezenas de mortos na Zona Norte do Rio de Janeiro.

“Foi assustador. Eu tenho 34 anos de caminhada e eu nunca vi nada parecido. Eu não consigo nem descrever o que eu senti ali na hora ajudando, eram corpos para tudo que era lado, ajudando os familiares a puxar, a botar dentro do carro igual bicho”, contou Rakhel, ainda emocionada.

Segundo ela, a cena parecia tirada de um filme de terror. “Foi uma cena de terror, parecia que estava num filme de terror, entrando no mato adentro e gritando para ver se ainda tinha algum sobrevivente. Eu nem sei o que dizer, mas foi uma cena de terror”, disse a mãe, descrevendo a angústia e o choque ao se deparar com a violência da operação.

Familiares de outros mortos se uniram no local para tentar identificar e retirar os corpos, enquanto a Polícia Civil do Rio de Janeiro mantém o Instituto Médico-Legal (IML) com acesso restrito, limitando o trabalho de reconhecimento às autoridades durante as perícias. A megaoperação, realizada na terça-feira (28), mobilizou cerca de 2,5 mil agentes e deixou 134 mortos, sendo 64 confirmados em confronto direto, incluindo quatro policiais.

Rakhel afirmou que o sofrimento das famílias ainda está longe de acabar, com muitos ainda sem informações sobre os entes queridos e assistindo ao cenário devastador deixado pela ação policial. “Nunca imaginei viver algo assim. É um pesadelo”, concluiu.

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