Yasmim e Carlão, suspeitos de envolvimento na morte de uma criança de 1 ano em Antônio Gonçalves (BA), foram presos e encaminhados ao presídio de Juazeiro. A mulher confessou ter matado o filho por vingança contra o pai da criança, alegando ameaças e mencionando sinais de abuso. A Polícia Civil investiga as contradições nos depoimentos para concluir o inquérito.
O casal Carlão e Yasmim, principais suspeitos da morte de um bebê de apenas 1 ano em Antônio Gonçalves (BA). A criança identificado como Natan Silva Ferreira, morreu na última quinta-feira (7) ao dar entrada em um hospital do município Campo Formoso (BA).
Na ocasião, a mãe do bebê acionou o socorro afirmando que o filho estaria engasgado. No entanto, durante o atendimento médico, a equipe de saúde constatou indícios de abuso sexual. Uma assistente social acionou a Polícia Civil e a Polícia Militar para medidas cabíveis.
Confissão
Em depoimento, Yasmim admitiu a autoria do crime. Segundo a acusada, o assassinato do próprio filho foi motivado por um desejo de vingança contra o pai biológico da criança. Ela alegou que vinha sendo alvo de ameaças por parte do ex-companheiro e que decidiu ceifar a vida do bebê para atingi-lo psicologicamente.
Apesar de assumir a motivação torpe, a ré apresentou versões conflitantes sobre a execução do crime. Yasmim afirmou à polícia que teria flagrado um suposto abuso e, em seguida, asfixiado o bebê contra o próprio corpo (“na mama”).
Investigadores analisam se essa narrativa é uma tentativa de isentar o atual companheiro, Carlão, de participação direta na morte, ao mesmo tempo em que tenta imputar uma justificativa de “forte emoção” às suas ações.
Papel do atual companheiro na morte do pequeno Natan
Por outro lado, o investigado conhecido como Carlão sustenta sua inocência. Em declarações à imprensa local, ele negou qualquer envolvimento com o óbito do enteado, mas reforçou que a autoria do crime pertence exclusivamente à Yasmim.
Em entrevista ao Blog local, Netto Maravilha, a mulher confessou o crime, mas o companheiro negou os abusos. Assista:
A Polícia Civil trabalha agora com as perícias do IML para confrontar os depoimentos e determinar se houve omissão ou conivência por parte do homem.
O casal foi transferido para o Conjunto Penal de Juazeiro. A movimentação ocorreu após os acusados passarem por exames de corpo de delito no Instituto Médico Legal (IML) de Senhor do Bonfim.
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