Uma pesquisa global da Ipsos revelou que o Brasil está entre os países mais felizes do mundo, com 80% da população se declarando feliz ou muito feliz. O estudo aponta que sentir-se amado é o principal fator de felicidade entre os brasileiros, seguido por saúde e relações familiares.
O Brasil aparece entre os países mais felizes do mundo, segundo o relatório Ipsos Happiness Report 2026, divulgado pela Ipsos. De acordo com o levantamento, 80% dos brasileiros afirmam estar “felizes” ou “muito felizes”, um aumento de dois pontos percentuais em relação ao ano anterior.
O principal fator de felicidade apontado no país é sentir-se amado, citado por 34% dos entrevistados. Na sequência, aparecem saúde física e mental (31%), relacionamento com família e filhos (29%), sensação de controle sobre a própria vida (29%) e propósito (27%).
A pesquisadora Sonja Lyubomirsky, referência na área da psicologia da felicidade, destaca que conexões e relacionamentos são essenciais para o bem-estar, fator que se confirma nos dados brasileiros.
Brasil acima da média global
No recorte detalhado, 28% dos brasileiros se dizem muito felizes e 52% felizes. Já 15% afirmam não estar muito felizes e 5% nada felizes. Os números mostram desempenho superior à média global em alguns aspectos, reforçando a percepção positiva no país.
Entre os países com maiores índices de felicidade estão Indonésia, Países Baixos, México e Colômbia.
Fé e idade influenciam
O estudo também aponta que o Brasil lidera quando o assunto é fé e espiritualidade como fator de felicidade, citado por 22% dos entrevistados, mais que o dobro da média global.
Outro dado relevante é que a felicidade tende a aumentar com a idade. No país, pessoas entre 50 e 74 anos apresentam os maiores índices de satisfação, com 82% se declarando felizes.
O que causa infelicidade
Apesar do cenário positivo, a principal causa de infelicidade no Brasil é a situação financeira, mencionada por 54% dos entrevistados. Outros fatores incluem saúde mental (37%) e condições de vida (27%). Segundo a diretora da Ipsos, Lucymara Andrade, renda mais alta também está associada a maiores níveis de felicidade.
Jovens enfrentam mais desafios
A pesquisa aponta ainda que a Geração Z é a mais propensa a se declarar infeliz. Especialistas, como Henrique Bueno e Alexandre Coimbra Amaral, destacam fatores como pressão social, redes digitais, insegurança econômica e até questões ambientais como causas desse cenário.
O estudo ouviu mais de 23 mil pessoas em 29 países, incluindo cerca de mil brasileiros, entre dezembro de 2025 e janeiro de 2026.
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