Um homem de cerca de 60 anos é suspeito de explorar sexualmente a própria esposa, promovendo a venda de atos sexuais a aproximadamente 120 homens, na Suécia. O Ministério Público sueco acredita que o suspeito publicou anúncios relacionados à mulher, com quem era casado desde 2024, em sites e plataformas de prostituição.

(Foto: Freepik)
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Um homem de cerca de 60 anos é suspeito de explorar sexualmente a própria esposa, promovendo a venda de atos sexuais a aproximadamente 120 homens, na Suécia. O Ministério Público sueco acredita que o suspeito publicou anúncios relacionados à mulher, com quem era casado desde 2024, em sites e plataformas de prostituição.

Os encontros teriam sido organizados tanto de forma virtual quanto presencialmente, inclusive na residência do suspeito. No país, pagar por sexo é crime, ao contrário de vender serviços sexuais. A legislação também criminaliza a compra de serviços sexuais online, mesmo sem contacto físico, além do proxenetismo, segundo a ABC News. As autoridades preparam agora a acusação formal, prevista para ser apresentada até 13 de março.

Denúncia e prisão preventiva

O homem foi detido em 23 de outubro, após a mulher, de cerca de 50 anos, apresentar queixa, informou o jornal Ångermanland. De acordo com a polícia, há suspeitas de que o investigado, preso preventivamente desde então, tenha promovido ou facilitado a venda de sexo envolvendo a esposa entre 2022 e 2025.

Afirmo que isso é proxenetismo por vários motivos. Entre outros, porque ocorreu numa operação de grande escala e envolveu a exploração impiedosa dessa mulher“, declarou a procuradora Ida Annerstedt. “Ele incentivou-a a praticar atos sexuais em troca de dinheiro. E acredito que ele lucrou com isso“.

Alcance nacional e possíveis julgamentos

As autoridades suspeitam que até 120 homens tenham adquirido os serviços sexuais por telefone ou plataformas online em todo o país. Segundo a emissora pública SVT, cerca de 30 homens podem responder judicialmente pelo crime.

Durante interrogatório, a mulher afirmou não se lembrar de todos os encontros por estar sob efeito de álcool ou drogas. A promotora responsável, no entanto, não confirmou se o suspeito teria drogado a vítima, informou o jornal Göteborgs-Posten.

Relação, divórcio e defesa

O casal era casado desde 2024, mas, segundo o Expressen, a mulher pediu o divórcio. Cerca de uma semana antes da prisão, o homem chegou a publicar uma foto nas redes sociais afirmando que ela era “o amor da sua vida”.

O suspeito nega todas as acusações. A advogada de defesa, Martina Michaelsdotter Olsson, afirmou que não comentará o caso antes da apresentação formal da denúncia: “Não posso comentar mais nada além do facto de que o meu cliente nega qualquer irregularidade.”

Antecedentes e outros processos

De acordo com o jornal espanhol ABC, o homem já havia sido condenado anteriormente por agressão e outros crimes. Ele também responde por acusações financeiras, incluindo fraude grave, e aguarda julgamento. Houve ainda uma investigação por agressão contra a esposa, posteriormente arquivada por falta de provas e pelo facto de o casal já estar em processo de divórcio.

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