O vídeo em que o tecladista Júlio Rasec fala sobre um sonho envolvendo um acidente aéreo volta a circular no aniversário de 30 anos da morte dos Mamonas Assassinas. Gravado em um salão de beleza no dia 2 de março de 1996, o material é considerado uma das maiores coincidências da música nacional. O texto explora o impacto desse registro na mídia, a ausência de relação com as causas técnicas da queda e o peso das imagens na memória coletiva dos fãs.

Primo de vocalista do Mamonas Assassinas explica jaqueta intacta encontrada em exumação || Reprodução: Redes Sociais
Primo de vocalista do Mamonas Assassinas explica jaqueta intacta encontrada em exumação || Reprodução: Redes Sociais

Trinta anos após o acidente aéreo que interrompeu a trajetória dos Mamonas Assassinas, um registro em vídeo feito poucas horas antes da tragédia voltou a emocionar o público.

Nas imagens, gravadas em 2 de março de 1996, o tecladista Júlio Rasec relata, em tom descontraído, um sonho que teve sobre a queda de uma aeronave naquela mesma noite.

​O registro no salão de beleza

​A gravação aconteceu de forma informal em um salão de beleza, enquanto o músico conversava com um amigo. No vídeo, Júlio não demonstrava preocupação objetiva com a viagem, mas descreveu a sensação de um acidente aéreo. Entretanto, o material só se tornou público após a confirmação da queda do jato executivo na Serra da Cantareira, integrando imediatamente a cobertura jornalística da época.

​Desde então, o vídeo é citado como uma das coincidências mais impressionantes da história da música brasileira. Especialmente em datas marcantes, como este aniversário de 30 anos, as imagens ressurgem em documentários e retrospectivas como um símbolo das últimas horas do grupo.

​Premonição de Julio e o impacto na imprensa

​Logo após o acidente, as emissoras de televisão reuniram registros das últimas atividades da banda. O relato de Júlio Rasec ganhou alcance nacional e, consequentemente, tornou-se um elemento central na reconstrução cronológica daquele dia fatídico.

​Apesar da forte repercussão, as autoridades nunca trataram o conteúdo do vídeo como fator relacionado às causas técnicas do acidente. As investigações oficiais do CENIPA mantiveram o foco em erros operacionais e condições meteorológicas, sem qualquer menção ao relato do músico.

​Memória coletiva e legado dos Mamonas Assassinas

​Ao longo das décadas, a forma como o material é apresentado variou conforme o contexto editorial. Geralmente, tratam o episódio como uma coincidência documentada, sem atribuir valor premonitório oficial. Ainda assim, o vídeo continua gerando impacto e fascínio no público sempre que é reexibido.

​Trinta anos depois, o registro permanece como uma peça fundamental do acervo dos Mamonas Assassinas. Dessa forma, ele ajuda a reconstruir os momentos que antecederam um dos acidentes mais marcantes do Brasil, reforçando a saudade e o impacto duradouro do grupo na cultura popular.

Mamonas Assassinas. Crédito: Divulgação

O trágico acidente dos Mamonas Assassinas

Em 2 de março de 1996, o jato Learjet 25D que transportava a banda Mamonas Assassinas colidiu contra a Serra da Cantareira (SP) às 23h16. O grupo retornava de um show em Brasília para o Aeroporto de Guarulhos. Todas as 9 pessoas a bordo morreram no impacto.

​Causas Principais:

  • Fadiga Humana: O piloto acumulava 14 horas de voo e apresentava exaustão extrema.
  • Erro de Manobra: Durante a arremetida, o piloto curvou para a esquerda (padrão convencional), ignorando a norma de Guarulhos que exige curva para a direita devido ao relevo da serra.
  • Fatores Adicionais: Baixa visibilidade, falhas de comunicação com a torre e inexperiência do copiloto.

Os cinco integrantes (Dinho, Bento, Samuel, Júlio e Sérgio), dois assistentes da banda e os dois tripulantes. Os destroços foram encontrados em local de difícil acesso, sem sobreviventes.

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