A Mancha Alviverde, conhecida como Mancha Verde, admitiu que integrantes da torcida foram responsáveis pela emboscada registrada na Rodovia Fernão Dias, que resultou na morte do torcedor do Cruzeiro José Victor Miranda no ano passado. A confissão aparece no Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) assinado com o Ministério Público de Mairiporã (SP) e com o GAECO.
A Mancha Alviverde, conhecida como Mancha Verde, admitiu que integrantes da torcida foram responsáveis pela emboscada registrada na Rodovia Fernão Dias, que resultou na morte do torcedor do Cruzeiro José Victor Miranda no ano passado. A confissão aparece no Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) assinado com o Ministério Público de Mairiporã (SP) e com o Gaeco.
No documento, a organizada afirma que “os fatos foram planejados, organizados e executados por membros da agremiação” e que práticas semelhantes serão encerradas definitivamente. O presidente da torcida, André Guerra, assinou o TAC representando a entidade.
O acordo não livra os envolvidos de possíveis punições judiciais. Segundo o Ministério Público de São Paulo, o processo criminal segue na Vara do Júri de Mairiporã e pode alcançar outros participantes identificados ao longo das investigações.
Indenizações e retorno aos estádios
O TAC permite que a Mancha volte aos estádios, mas impõe cinco condições rígidas. Entre elas está o pagamento de R$ 2 milhões em indenizações às vítimas e familiares, distribuídos ao longo de 60 meses.
O documento determina:
- R$ 1 milhão aos herdeiros de José Victor Miranda;
- R$ 200 mil à empresa dona do ônibus incendiado;
- R$ 250 mil ao Fundo Municipal de Segurança de Mairiporã;
- O restante será destinado às demais vítimas. Pessoas com lesões graves podem receber até R$ 80 mil; feridos leves, até R$ 20 mil.
Os pagamentos começam após a homologação do TAC pelo Conselho Superior do Ministério Público.
Regras para funcionamento
Para seguir ativa, a torcida terá que manter um cadastro completo de todos os associados, com nome, CPF, telefone e foto. A lista deverá ser enviada semestralmente à Federação Paulista de Futebol e à Promotoria de Mairiporã. Qualquer omissão poderá levar ao fechamento imediato da organizada.
A Mancha também será obrigada a informar previamente à Polícia Militar e à Polícia Rodoviária Federal todos os deslocamentos e comboios para jogos ou eventos internos.
O TAC estabelece ainda que a organizada deve prevenir e punir qualquer ato violento praticado por seus membros. Caso novos episódios ocorram com participação massiva de associados, a torcida poderá ser suspensa por até dois anos.
Manifestação da Mancha Verde
Em comunicado, a torcida afirmou que retorna aos estádios “após um período de profunda reflexão e reestruturação”. A organização disse que o afastamento serviu para fortalecer valores internos e reafirmar seu compromisso com o Palmeiras e com a sociedade.
A nota encerra declarando apoio às famílias afetadas, além de reforçar que a nova fase da torcida será marcada por mais responsabilidade, estrutura e busca pela paz entre organizadas.
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