O biógrafo do serial killer Francisco de Assis Pereira, conhecido como Maníaco do Parque, revelou novos detalhes sobre a mente do criminoso em um livro recente. Segundo o jornalista Ullisses Campbell, laudos psicológicos apontam que o assassino tinha o desejo latente de ser mulher e escolhia suas vítimas com base no perfil feminino que gostaria de ter sido.
O biógrafo do serial killer Francisco de Assis Pereira, conhecido como Maníaco do Parque, revelou novos detalhes sobre a mente do criminoso em um livro recente. Segundo o jornalista Ullisses Campbell, laudos psicológicos apontam que o assassino tinha o desejo latente de ser mulher e escolhia suas vítimas com base no perfil feminino que gostaria de ter sido.
De acordo com o autor, Campbell teve acesso a documentos e exames psicológicos realizados na prisão, incluindo o Teste de Rorschach, utilizado para avaliar traços de personalidade, impulsividade, agressividade, fantasias e desejos ocultos. Os resultados indicaram que Francisco se identificava com características femininas semelhantes às de suas vítimas, como cabelos cacheados, baixa estatura e delicadeza.
Os laudos também apontaram um conflito interno com a identidade de gênero e a autoimagem, revelando uma dissonância entre a identidade percebida e a identidade desejada pelo criminoso. Segundo o biógrafo, esse conflito psicológico teria influenciado a forma como ele escolhia as vítimas e interpretava seus próprios impulsos.
Na obra, Campbell afirma ainda que o desejo de se tornar mulher teria sido verbalizado pelo próprio Francisco, demonstrando uma relação profunda entre sua personalidade, fantasias e comportamentos violentos. O livro reúne informações obtidas a partir de laudos psiquiátricos, documentos e entrevistas, oferecendo uma nova perspectiva sobre a mente do serial killer que aterrorizou São Paulo nos anos 1990.
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