Manifestantes realizaram atos em Florianópolis e São Paulo para pedir justiça pela morte do cão Orelha, vítima de maus-tratos. A Polícia Civil investiga o caso, já cumpriu mandados de busca e apreensão e revisou a situação de um dos suspeitos, que passou a ser tratado como testemunha.
Manifestantes se reuniram neste domingo (1º) na Avenida Beira-Mar Norte, em Florianópolis, para pedir justiça no caso do cão comunitário Orelha, vítima de maus-tratos no início de janeiro na Praia Brava, no Norte da capital catarinense. O ato começou por volta das 9h e reuniu dezenas de moradores em uma das principais avenidas da cidade.
Durante a mobilização, os participantes cobraram a punição dos responsáveis pela morte do animal e pediram mais conscientização contra maus-tratos a animais. Cartazes e faixas reforçaram o apelo por respostas rápidas das autoridades e por rigor na investigação.
Além de Florianópolis, outra manifestação ocorreu na Avenida Paulista, em São Paulo, também na manhã deste domingo. O protesto em frente ao Museu de Arte de São Paulo (Masp) reuniu defensores da causa animal, que exigiram a prisão dos envolvidos no crime e maior rigor no combate à violência contra animais.
Inicialmente, quatro adolescentes eram apontados como suspeitos pelo espancamento e morte do cão. No entanto, neste sábado (31), a Polícia Civil informou que um dos jovens, que teve a imagem divulgada nas redes sociais, não participou do crime e passou a ser tratado como testemunha. Os outros três suspeitos ainda devem ser ouvidos, em data que não foi divulgada.
Cão orelha: relembre o caso
Conhecido também como Preto, o cachorro vivia há mais de 10 anos na Praia Brava, em Florianópolis, segundo moradores e pescadores que ajudavam a cuidar do animal. Após a agressão, ele foi encontrado com vários ferimentos e levado a um veterinário por moradores. Apesar do atendimento, o cão não resistiu e morreu.
No dia 26 de janeiro, dois adolescentes e um adulto foram alvos de mandados de busca e apreensão. Segundo a Polícia Civil, a ação teve como objetivo reunir mais provas para a investigação. No mesmo dia, um advogado e dois empresários foram indiciados por suspeita de coagir uma testemunha do caso. Já na quinta-feira seguinte, outros dois adolescentes também foram alvos de mandados e tiveram os celulares apreendidos ao chegarem ao aeroporto internacional de Florianópolis.
O BacciNotícias não divulga o nome nem a identidade dos adolescentes suspeitos, em respeito ao que determina o artigo 143 do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que proíbe a divulgação de informações que identifiquem crianças e adolescentes envolvidos em atos infracionais.
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