A mansão que ficou famosa na novela “Mulheres de Areia”, da TV Globo, está à venda por R$ 37 milhões. Com mais de 30 anos de história na teledramaturgia, o imóvel chama atenção não só pelo luxo, mas também pela memória afetiva que carrega. A propriedade já foi cenário de outras produções e se tornou um ícone entre fãs. Construção principal foi feita em 1828 pelo engenheiro inglês William Gilbert Ginty, que veio ao Brasil após ser contratado pelo Visconde de Mauá para construir uma fábrica de gás.
A icônica mansão que marcou a novela Mulheres de Areia, exibida originalmente nos anos 1990 pela TV Globo, voltou a chamar atenção — desta vez fora das telas. O imóvel está à venda por cerca de R$ 37 milhões e tem despertado interesse tanto pelo valor quanto pela história que carrega.
Conhecida como Mansão das Heras, a propriedade se tornou um dos cenários mais lembrados da trama, servindo como residência da família Assunção. Mais de três décadas após a exibição, o local segue vivo na memória do público.
Imóvel histórico e cenário de novelas
Construída em 1828 com arquitetura neoclássica, a mansão está localizada no bairro Alto da Boa Vista, no Rio de Janeiro, em meio à vegetação da Mata Atlântica e a cerca de 360 metros de altitude.
O terreno possui aproximadamente 300 mil metros quadrados, com cerca de 2 mil m² de área construída. A residência conta com 12 quartos, sendo sete suítes, além de amplos espaços como salas de estar, jantar, TV e área com lareira. A garagem comporta até 10 veículos.
Apesar da fama em “Mulheres de Areia”, apenas a fachada e áreas externas foram utilizadas nas gravações. Os ambientes internos da novela foram montados em estúdio.
Além da trama de 1993, a mansão também foi cenário de outras produções da Globo, como O Rebu (2014), Sete Vidas (2015) e até obras mais antigas, como Estúpido Cupido (1976).
Valor vai além do luxo
Especialistas apontam que o valor elevado do imóvel não está ligado apenas à estrutura ou localização, mas também à carga simbólica.
A estrategista de marcas Tamara Lorenzoni destaca que a mansão reúne memória, emoção e reconhecimento cultural, fatores que a tornam única no mercado imobiliário de alto padrão.
Já o incorporador Thiago Castilho afirma que imóveis com história têm ganhado cada vez mais espaço, já que compradores buscam não apenas luxo, mas também significado e exclusividade.
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