A defesa de Marcos Willians Herbas Camacho, conhecido como Marcola e apontado pelas autoridades como líder do Primeiro Comando da Capital (PCC), anunciou que irá solicitar à Justiça o direito de manter conversas com advogados sem gravação de áudio e vídeo dentro da Penitenciária Federal de Brasília, onde está preso.
A defesa de Marcos Willians Herbas Camacho, conhecido como Marcola e apontado pelas autoridades como líder do Primeiro Comando da Capital (PCC), anunciou que irá solicitar à Justiça o direito de manter conversas com advogados sem gravação de áudio e vídeo dentro da Penitenciária Federal de Brasília, onde está preso.
O pedido surgiu após a divulgação de que o banqueiro Daniel Vorcaro, investigado no caso envolvendo o Banco Master, recebeu autorização semelhante para se reunir com seus advogados sem monitoramento.
Segundo o advogado Bruno Ferullo, que representa Marcola, o benefício deveria ser estendido ao seu cliente por se tratar de uma garantia fundamental da advocacia.
“Diante desse entendimento firmado pela Suprema Corte, a defesa entende que o mesmo direito deve ser assegurado, por se tratar de garantia essencial ao exercício da advocacia e ao próprio direito de defesa”, afirmou.
Decisão do STF motivou pedido
A solicitação tem como base uma decisão recente do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que autorizou que as reuniões entre Daniel Vorcaro e sua defesa ocorram sem gravação de áudio e vídeo.
Nas penitenciárias federais, a regra geral determina que todas as visitas sejam monitoradas, como parte dos procedimentos de segurança e inteligência do sistema prisional.
Defesa fala em inviolabilidade da comunicação
De acordo com o advogado de Marcola, será protocolado um pedido formal ao juiz corregedor responsável pelo presídio para garantir a inviolabilidade da comunicação entre advogado e cliente.
A defesa também solicita que os encontros possam ocorrer sem necessidade de agendamento prévio, além da permissão para entrada de documentos e realização de anotações durante as reuniões.
Caso o pedido seja negado na esfera administrativa ou judicial, a defesa afirmou que pretende levar a discussão diretamente ao STF.