Em São Miguel do Iguaçu (PR), um crime brutal ganhou novos desdobramentos nesta semana. A Polícia Civil revelou que o homem de 37 anos, acusado de matar a esposa com um tiro na cabeça, usou o celular da vítima para enviar uma mensagem no grupo da família poucos minutos após o crime.

De acordo com a investigação, o homicídio ocorreu por volta das 5h20. Às 5h31, uma mensagem foi enviada no WhatsApp pelo aparelho da vítima com o texto:

“bom dia povo”. O conteúdo causou estranheza aos parentes, já que a mulher não tinha o hábito de se manifestar tão cedo no grupo.

mensagens enviadas ao grupo da família pelo assassino
mensagens enviadas ao grupo da família pelo assassino

Em São Miguel do Iguaçu (PR), um crime brutal ganhou novos desdobramentos nesta semana. A Polícia Civil revelou que o homem de 37 anos, acusado de matar a esposa com um tiro na cabeça, usou o celular da vítima para enviar uma mensagem no grupo da família poucos minutos após o crime.

De acordo com a investigação, o homicídio ocorreu por volta das 5h20. Às 5h31, uma mensagem foi enviada no WhatsApp pelo aparelho da vítima com o texto:

“bom dia povo”. O conteúdo causou estranheza aos parentes, já que a mulher não tinha o hábito de se manifestar tão cedo no grupo.

O homem está preso preventivamente e deve responder por feminicídio, fraude processual e comunicação falsa de crime. O caso segue em investigação para esclarecer a motivação do assassinato.

O crime ocorreu em 13 de setembro, quando Jaqueline Rodrigues Pereira foi encontrada sem vida na área externa da residência do casal, atingida por um disparo na cabeça.

Inicialmente, a versão apresentada oelo marido, Adriano Forgiarini, sugeria que ambos teriam sido vítimas de um assalto. Ele chegou, inclusive, a ser socorrido com ferimentos por arma de fogo e levado ao hospital em estado grave. No entanto, as investigações conduzidas pela Polícia Civil do Paraná indicaram que o ferimento dele teria sido provocado por ele mesmo, em uma tentativa de forjar a cena do crime.

Imagens de câmeras de segurança, reflexos em vidros, registros de horário e perícia balística ajudaram a desmontar a versão de assalto. Para os investigadores, a mensagem enviada no grupo foi mais uma estratégia do autor para ganhar tempo e afastar suspeitas.

A arma usada no homicídio foi apreendida na propriedade da família.

Ao longo de quase duas semanas de apurações, equipes ouviram testemunhas e reuniram provas que levaram à mudança no rumo das investigações e à representação pela prisão preventiva. A defesa de Adriano informou que não irá se manifestar sobre o caso.

A família de Jaqueline, abalada com a notícia, relatou surpresa com as conclusões da polícia. Segundo parentes, Jaqueline havia vencido um câncer de mama em março deste ano e vivia em casamento com Adriano há 12 anos.

As investigações seguem em andamento para esclarecer a motivação do crime e todos os detalhes circunstanciais. Adriano permanece à disposição da Justiça enquanto aguarda audiência de custódia e possíveis desdobramentos no inquérito.

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