Secretária de clínica médica em Brasília viveu momentos de terror após receber ligação de um homem que se passou por membro do Comando Vermelho. O criminoso fez ameaças, exigiu transferência via Pix e demonstrou saber detalhes da clínica. A Polícia Civil investiga o caso como golpe de extorsão por telefone, prática que tem se tornado recorrente no DF.

Foto: reprodução/Freepik
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Uma secretária de uma clínica médica na Asa Norte, em Brasília, passou por minutos de desespero após receber uma ligação de um homem que se identificou como integrante do Comando Vermelho (CV). O criminoso, que demonstrava conhecer detalhes do prédio e da clínica, fez ameaças e exigiu uma transferência via Pix, na tarde da quinta-feira (23).

Durante a ligação, o golpista mencionou o nome do edifício, o número das salas e até a posição das câmeras de segurança. Em tom agressivo, afirmou estar no local com comparsas e ordenou que a vítima não desligasse o telefone: “Se desligar, eu te mato, tá? Estamos armados em assalto”, dizia o homem.

O contato começou de forma aparentemente comum, com o falso criminoso pedindo para falar com a proprietária da clínica. Ao ser informado de que ela não estava, passou a pressionar a secretária para abrir o aplicativo bancário e revelar o saldo e os limites de crédito. Quando soube que a vítima tinha apenas R$ 100 na conta, o tom mudou: o homem começou a xingá-la e ameaçar de morte, exigindo o contato dos médicos da unidade.

“Tu quer morrer, praga? Pega essa vadia pelo cabelo e arrebenta a cara dela”, gritava o criminoso, simulando estar na porta da clínica. Em outro momento, exigiu uma transferência de R$ 10 mil via Pix, tentando manter a funcionária em pânico.

Segundo a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), o caso tem todas as características de golpe de extorsão por telefone — prática em que os criminosos utilizam informações públicas sobre empresas e profissionais para dar credibilidade às ameaças. O uso do nome de facções como o Comando Vermelho é comum para intimidar as vítimas.

No último ano, ao menos 10 casos semelhantes foram registrados no DF, todos com o mesmo enredo: ligação ameaçadora, menção a facções e exigência de transferência imediata.

A PCDF reforça que, em situações como essa, a vítima deve desligar imediatamente a ligação, não repassar informações financeiras e registrar boletim de ocorrência presencialmente ou pelo site da corporação. Também é importante informar a administração do prédio e os demais funcionários.

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