O funkeiro MC Frank divulgou áudios gravados pela traficante Eweline Passos Rodrigues, a “Diaba Loira”, em que ela acusa o cantor Oruam e um chefe do Comando Vermelho (CV) de lavagem de dinheiro. Eweline foi encontrada morta a tiros no Rio de Janeiro, em meio a uma guerra de facções. Sua execução é investigada sob a hipótese de ser uma vingança por ter rompido com o CV e se aliado ao grupo rival Terceiro Comando Puro (TCP), além das acusações que ela fez publicamente.
O funkeiro MC Frank usou suas redes sociais para divulgar áudios supostamente gravados pela traficante Eweline Passos Rodrigues, a “Diaba Loira”, em que ela faz acusações graves contra o cantor Oruam e Doca, apontado como chefe da facção Comando Vermelho (CV), uma das maiores do Brasil. No material, Eweline acusa ambos de lavagem de dinheiro e outras práticas criminosas. Em um outro vídeo, ela chegou a afirmar que os dois tentaram “comprar o governo”.
“O cara que colocou o Fubá na mídia foi o Oruam e esse cara estava com um cordão do Gardenal da Penha”. Em outra declaração, Diaba acrescentou acrescentou: “o cara que canta com o Oruam é parente do Gardenal da penha, fizeram um acordo e colocaram um parente dele na mídia”.
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“Não me entrego viva, só saio no caixão”
A noite da última quinta-feira (14) marcou o fim violento da trajetória de Eweline, de 28 anos. Procurada por envolvimento com o tráfico e organização criminosa, a influenciadora foi encontrada morta a tiros em Cascadura, na Zona Norte do Rio de Janeiro, em meio a um intenso tiroteio que aterrorizou os moradores. A frase que ela postou em suas redes sociais, “Não me entrego viva, só saio no caixão”, resumiu sua vida no crime.

Diaba Loira era conhecida nas redes sociais e somava mais de 70 mil seguidores
Do feminicídio à guerra de facções
A história de Eweline deu uma guinada em 2022, quando ela fugiu de Santa Catarina após sobreviver a um ataque de seu ex-companheiro que perfurou seu pulmão. No Rio, ela se uniu ao Comando Vermelho (CV) e ganhou notoriedade ao ostentar armas nas redes sociais, acumulando mais de 70 mil seguidores e se tornando um alvo para a polícia.
Sua morte ocorreu após ela romper com o CV e declarar apoio ao Terceiro Comando Puro (TCP), facção rival. Sua mudança de aliança foi pública, com ela chegando a fazer uma grande tatuagem nas costas com referências ao grupo do TCP. A morte, em meio a confrontos quase diários entre as facções, levanta a hipótese de uma execução como vingança por suas acusações e sua mudança de lado. O Disque Denúncia havia divulgado um cartaz oferecendo recompensa por informações sobre seu paradeiro, com suspeitas de que ela estivesse escondida na Bahia.

Corpo de Diaba Loira após intensa troca de tiros
