Um lutador iraniano de 19 anos foi executado após ser acusado de matar policiais durante protestos. Organizações internacionais apontam falhas graves no processo. Caso gera repercussão e críticas ao regime.

Saleh Mohammadi. Foto: Instagram
Saleh Mohammadi. Foto: Instagram

O lutador de wrestling Saleh Mohammadi, de 19 anos, integrante da seleção nacional do Irã, foi executado por enforcamento na madrugada desta quinta-feira (19), na cidade de Qom. A informação foi confirmada por órgãos ligados ao Judiciário iraniano e por entidades de direitos humanos.

Considerado uma promessa do esporte no país, Mohammadi havia conquistado medalha de bronze em uma competição internacional realizada na Rússia, em 2024. Mesmo negando envolvimento nos crimes, ele foi acusado de participar da morte de policiais durante protestos antigoverno registrados no início de 2026.

O atleta foi enquadrado no crime de “moharebeh” — termo usado no Irã para caracterizar inimizade contra Deus —, além de acusações de assassinato. Ele foi preso poucos dias após os atos e condenado em fevereiro, em um processo que, segundo organizações internacionais, apresentou diversas irregularidades.

Jovem foi torturado

Entidades como a Anistia Internacional e grupos independentes denunciaram que o jovem teria sido forçado a confessar sob tortura, sem acesso pleno à defesa e impedido de apresentar testemunhas. Também apontam ausência de provas conclusivas que o colocassem no local do crime.

A execução ocorre em meio a um cenário de repressão crescente após protestos contra o governo iraniano, reacendendo críticas internacionais sobre o uso da pena de morte no país.

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