A médica Barbara Macedo, que viralizou nas redes sociais após negar atendimento a uma mulher gestante na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) em Nilópolis, no Rio de Janeiro, se pronunciou pela primeira vez. O caso aconteceu na última quinta-feira (11), e a mulher perdeu o bebê.
A médica Barbara Macedo, que viralizou nas redes sociais após ser acusada de negar atendimento a uma gestante na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Nilópolis, no Rio de Janeiro, se pronunciou pela primeira vez. O caso aconteceu na última quinta-feira (11) e terminou com a perda do bebê.
Em um áudio, Barbara afirmou que foi ameaçada de morte pelo marido da paciente e disse que a mulher foi encaminhada para uma maternidade, onde recebeu atendimento de um especialista.
Segundo a médica, ela estava atendendo outro paciente quando o casal entrou gritando na unidade. Uma funcionária perguntou se o procedimento necessário poderia ser realizado ali. A profissional explicou ao marido e à gestante que a UPA não tinha recursos para o tipo de atendimento indicado pelo relato da própria paciente, que sugeria um aborto em curso.
“Aqui na UPA eu não tenho nenhum recurso, nem exames de imagem ou procedimentos. Pelo que você está me relatando, pode ser que esteja abortando. O que posso fazer é medicar para dor e encaminhar para a unidade responsável”, contou.
Barbara relata que, nesse momento, o marido começou a se exaltar novamente, gritando e chutando portas.
“Não tinha mais psicológico nenhum. A outra médica de plantão assumiu o caso, chamou o condutor da ambulância e levou a paciente direto para a maternidade. Lá, a obstetra fez o toque, solicitou tomografia, aplicou medicação para dor e a liberou para terminar o aborto em casa. Não havia mais o que ser feito”, relatou.
Procurada pelo jornal O Globo, a Prefeitura de Nilópolis, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, informou que abriu um processo administrativo para investigar o caso. Em nota, confirmou o afastamento temporário da profissional e disse que as gravações do circuito interno da UPA do Cabuís estão sendo analisadas.
“A Prefeitura de Nilópolis afastou temporariamente a profissional envolvida nos fatos, e as gravações do circuito interno da UPA do Cabuís estão sendo apuradas”, declarou o município.
