O que seria uma viagem para um show da Shakira no Rio de Janeiro se transformou em uma corrida contra o tempo para a médica Carolina Rossignolo Torres, de 33 anos. A ginecologista e obstetra precisou agir rapidamente após uma passageira sofrer uma parada cardiorrespiratória durante um voo que seguia para o Aeroporto Santos Dumont.
O que seria uma viagem para um show da Shakira no Rio de Janeiro se transformou em uma corrida contra o tempo para a médica Carolina Rossignolo Torres, de 33 anos. A ginecologista e obstetra precisou agir rapidamente após uma passageira sofrer uma parada cardiorrespiratória durante um voo que seguia para o Aeroporto Santos Dumont.

A médica Carolina Rossignolo Torres atuou no atendimento de emergência durante voo com destino ao Rio de Janeiro. Foto: Arquivo Pessoal.
A médica estava dormindo durante a aterrissagem quando ouviu pedidos de socorro dentro da aeronave. O que aconteceu nos minutos seguintes foi decisivo para salvar a vida da mulher.
Reanimação aconteceu dentro da aeronave
Ao chegar até a passageira, Carolina percebeu que ela estava desacordada e sem pulso. A mulher, de 43 anos, estava acompanhada pelo marido, que pedia ajuda aos passageiros.
Como o avião já estava próximo do pouso, a equipe decidiu retirar a paciente da poltrona e iniciar imediatamente as manobras de reanimação no corredor da aeronave.
Outros profissionais da saúde que estavam no voo também auxiliaram no atendimento. Enquanto Carolina e uma enfermeira se revezavam nas compressões cardíacas, outra médica realizava ventilação boca a boca.
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Com a ajuda de um desfibrilador disponível na aeronave, a equipe aplicou quatro choques elétricos. Após cerca de 20 minutos de atendimento, a passageira voltou a apresentar sinais vitais.
Dias depois, já de volta a São Paulo, Carolina recebeu a notícia de que a paciente havia deixado a UTI e respirava sem a ajuda de aparelhos.
Médica fala sobre a experiência
Segundo Carolina, o momento foi marcado pela intensidade e pela necessidade de agir rapidamente diante de uma situação extrema.
“Foi muito intenso, porque você sai do sono direto para uma situação de vida ou morte”, relatou.
A médica também destacou que precisou recorrer a conhecimentos adquiridos ao longo da formação, mesmo atuando atualmente em uma especialidade diferente da área de emergência.
Apesar da repercussão do caso, Carolina afirma que não se considera uma heroína. Para ela, a atitude foi consequência do compromisso assumido ao escolher a profissão.
Atuando há dois anos no Sistema Único de Saúde (SUS) em São José do Rio Preto, a médica diz que a experiência reforçou a responsabilidade que acompanha a carreira médica dentro e fora dos hospitais.
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