O caso foi registrado após boletim de ocorrência, e a Justiça considerou que a liberdade do suspeito representa risco à vítima. O médico é considerado foragido, e o caso segue sob apuração das autoridades.
A Justiça determinou a prisão preventiva do médico Bruno Toldo, diretor do Conjunto Hospitalar de Sorocaba (CHS), no interior de São Paulo, após o descumprimento de uma medida protetiva em favor da ex-companheira.
Segundo as investigações, ele teria invadido a residência da vítima, causado danos no imóvel, levado objetos e cometido atos considerados degradantes, além de supostamente contaminar o filtro de água com uma substância ainda não identificada.
A decisão foi expedida pela juíza Ana Cristina Paz Neri Vignola, que destacou no processo o comportamento agressivo do investigado e o risco à integridade física da vítima. De acordo com o despacho, há indícios de ameaças recorrentes, o que motivou a decretação da prisão.
O caso que levou à medida ocorreu em 23 de janeiro, quando a vítima registrou um boletim de ocorrência por violação da ordem judicial. Desde então, o médico é considerado foragido, e as autoridades seguem em busca de seu paradeiro.
Médico invade casa horas após intimação judicial
Menos de três horas após ser notificado oficialmente sobre a medida protetiva, o médico teria invadido a residência da ex-companheira e provocado diversos danos, conforme relato da vítima.
Entre as acusações, estão atos de vandalismo, subtração de objetos pessoais e comportamentos considerados degradantes, além da suspeita de ter colocado uma substância ainda não identificada no filtro de água do imóvel.
Na decisão que determinou a prisão preventiva, a juíza Ana Cristina Paz Neri Vignola ressaltou que o descumprimento da ordem judicial evidencia a ineficácia de medidas alternativas à prisão. Segundo a magistrada, a liberdade do investigado representaria risco à integridade física da vítima e de seus familiares, tornando a detenção necessária para evitar novas ocorrências.
A juíza também destacou o contexto de violência doméstica no país como um fator relevante para a decisão, apontando que casos semelhantes frequentemente evoluem para situações mais graves. Além disso, considerou que o investigado poderia interferir na apuração dos fatos caso permanecesse em liberdade.
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