O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, anunciou que o governo federal prepara medidas para proteger os setores da economia brasileira afetados pelo tarifaço imposto por Donald Trump. As propostas, que incluem linhas de crédito com juros subsidiados, serão encaminhadas ao Palácio do Planalto. Haddad destacou que as ações visam, principalmente, as pequenas empresas e que o objetivo é “normalizar” as relações diplomáticas com os EUA. O tarifaço, que afeta 35,9% das exportações brasileiras, entrou em vigor nesta quarta-feira.

LULA MARQUES - AGÊNCIA BRASIL
LULA MARQUES - AGÊNCIA BRASIL

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, anunciou nesta quarta-feira (06) que a pasta finalizou as medidas de proteção para os setores da economia brasileira atingidos pelo tarifaço imposto pelo governo dos Estados Unidos. As propostas, que incluem linhas de crédito com juros subsidiados, serão enviadas ainda hoje ao Palácio do Planalto, que definirá a data do anúncio.

Haddad explicou que a elaboração do plano é resultado de um trabalho conjunto e detalhado com o presidente Lula. Segundo o ministro, a pasta realizou uma reunião ontem com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para detalhar o plano.

“Só na regulamentação e aplicação da lei que vamos ter que fazer uma análise mais setorial, CNPJ a CNPJ”, disse Haddad.

Segundo Haddad, a prioridade é atender as pequenas empresas que não têm outras alternativas de mercado com as tarifas impostas por Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, no mês de julho.

“Vamos ter o plano muito detalhado para começar a atender, sobretudo, aqueles que são pequenos e não têm alternativas à exportação para os EUA, que é a preocupação maior do presidente: o pequeno produtor”, destacou.

O ministro não confirmou todas as novas ações, mas já havia mencionado a possibilidade de um plano de proteção ao emprego, similar ao implementado durante a pandemia de Covid-19. As medidas serão implementadas por meio de uma Medida Provisória (MP), com o objetivo de reabrir as negociações e “normalizar” as relações diplomáticas entre os dois países.

Detalhes do Tarifaço

As novas tarifas de importação de 50% aplicadas pelo governo norte-americano entraram em vigor nesta quarta-feira (06). Com a medida, parte dos produtos brasileiros terá que pagar a mais alta taxa do mundo para entrar nos EUA.

No entanto, há uma longa lista de exceções, como suco de laranja, aeronaves civis, petróleo, veículos e peças, fertilizantes e produtos energéticos. De acordo com o vice-presidente Geraldo Alckmin, cerca de 35,9% das exportações brasileiras para os EUA serão afetadas.

Setores impactados já estão calculando os prejuízos e buscando formas de atenuar os efeitos, como redirecionar a produção para outros mercados ou para o consumo interno. Segundo a Casa Branca, o decreto foi uma resposta a ações do governo brasileiro que representariam uma “ameaça incomum e extraordinária à segurança nacional, à política externa e à economia dos EUA”.

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