Uma fiscalização da Receita Federal no Aeroporto de Viracopos, em Campinas, apreendeu mais de 1.100 peças de armas restritas enviadas dos Estados Unidos para o Brasil. Os componentes, como canos de armas longas e empunhaduras, estavam escondidos em controles remotos de brinquedo, caixas de piscina e embalagens de cadeiras de escritório. A estimativa é de que o material permitiria montar cerca de 50 armas completas. Essa não é a primeira apreensão do tipo no local: em março, 30 fuzis desmontados foram interceptados. A importação de armas e peças sem autorização é proibida e controlada pelo Exército.

Megaapreensão em Viracopos: Receita Federal barra milhares de peças de armas escondidas em brinquedos e móveis

A Receita Federal apreendeu mais de 1.100 peças de armas de uso restrito durante uma fiscalização no Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas, no interior de São Paulo. As encomendas, enviadas dos Estados Unidos para o Brasil, tinham como destino a capital paulista e foram encontradas escondidas em locais improváveis, como controles remotos de brinquedo, caixas de piscina e embalagens de cadeiras de escritório.

Entre os componentes identificados estavam canos de armas longas, empunhaduras e peças internas. Embora os agentes não tenham encontrado nenhuma arma montada, a Receita estima que o material apreendido seria suficiente para montar cerca de 50 armas completas.

A operação faz parte de um trabalho de análise de risco e fiscalização detalhada realizado no terminal de cargas do aeroporto. As equipes utilizam cruzamento de dados, histórico de remessas e indícios suspeitos para selecionar as encomendas que devem ser inspecionadas.

Essa não foi a primeira apreensão do tipo em Viracopos. Em março deste ano, a Receita Federal já havia interceptado 30 fuzis desmontados, também enviados dos Estados Unidos, com declaração fraudulenta do conteúdo.

De acordo com a legislação brasileira, a importação de armas e componentes é controlada pelo Comando do Exército e, em casos específicos, a autorização deve ser obtida ainda no país de origem, antes do embarque. Além disso, é proibido importar armamentos ou peças por meio de serviços postais ou remessas expressas, modalidade utilizada na tentativa frustrada.

O material apreendido foi encaminhado para perícia, e a Receita Federal informou que trabalha em conjunto com a Polícia Federal para identificar os responsáveis pelas remessas.

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