Milhões de brasileiros que trabalham por conta própria ainda enfrentam dificuldades para conseguir crédito em bancos tradicionais. Mesmo com renda mensal e contas em dia, muitos autônomos e microempreendedores individuais (MEIs) acabam tendo empréstimos negados por não possuírem carteira assinada ou holerite.

Foto: Freepik.
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Milhões de brasileiros que trabalham por conta própria ainda enfrentam dificuldades para conseguir crédito em bancos tradicionais. Mesmo com renda mensal e contas em dia, muitos autônomos e microempreendedores individuais (MEIs) acabam tendo empréstimos negados por não possuírem carteira assinada ou holerite.

Milhões de trabalhadores autônomos e microempreendedores individuais passaram a encontrar mais facilidade para conseguir empréstimos com o avanço das fintechs e das análises digitais de crédito. Foto: Freepik.

Segundo dados citados na reportagem, o Brasil possui mais de 38 milhões de trabalhadores informais, além de cerca de 26 milhões de autônomos e mais de 13 milhões de MEIs ativos. Grande parte desse público atua em áreas como comércio, serviços e construção civil.

Bancos tradicionais ainda exigem comprovação formal

O modelo tradicional de análise de crédito costuma priorizar trabalhadores com carteira assinada, comprovante formal de renda e histórico bancário mais longo.

Na prática, profissionais como motoristas de aplicativo, diaristas, eletricistas, vendedores e freelancers conseguem manter renda constante, mas ainda encontram barreiras na hora de solicitar empréstimos em instituições tradicionais e muitos pedidos acabam recusados automaticamente por falta de holerite ou documentos considerados essenciais pelos bancos.

Fintechs passaram a oferecer novas alternativas

Nos últimos anos, fintechs começaram a utilizar tecnologias capazes de analisar o perfil financeiro dos clientes além do score tradicional e da renda formal.

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Essas empresas avaliam diferentes informações para identificar a capacidade de pagamento de trabalhadores informais, autônomos e MEIs, ampliando o acesso ao crédito para esse público.

O objetivo é permitir que pessoas sem vínculo CLT também consigam empréstimos pessoais e financiamentos.

Processo costuma ser mais rápido e digital

As plataformas digitais oferecem processos simplificados, feitos totalmente online. Em muitos casos, o cliente consegue:

  • realizar cadastro sem burocracia;
  • receber análise rápida;
  • visualizar juros, IOF e Custo Efetivo Total (CET) antes da contratação;
  • receber o valor aprovado diretamente via PIX.

Especialistas apontam mudança no mercado financeiro

O avanço do PIX, da digitalização bancária e da regulamentação das fintechs pelo Banco Central ajudou a ampliar o acesso ao crédito no país.

Com isso, MEIs e trabalhadores autônomos passaram a encontrar mais opções de empréstimo no mercado, inclusive em situações em que antes eram recusados automaticamente pelos bancos tradicionais.

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