Darcy Ronald Cross, de 57 anos, e Heather Lynn Cross, de 49, foram detidos e acusados de homicídio culposo. Crédito: divulgação
Darcy Ronald Cross, de 57 anos, e Heather Lynn Cross, de 49, foram detidos e acusados de homicídio culposo. Crédito: divulgação

Autoridades do Condado de Crow Wing, Minnesota, nos Estados Unidos, emitiram acusações formais contra um casal após a morte trágica de sua filha de 10 anos, Cecilia Cross. Ela era diagnosticada com Transtorno do Espectro Autista (TEA). 

A fatalidade ocorreu quando a criança foi atingida por uma peça da estrutura metálica de sua cama, expondo um cenário de negligência severa.

Darcy Ronald Cross, de 57 anos, e Heather Lynn Cross, de 49, foram detidos e acusados de homicídio culposo e de contribuir para a situação de risco que exigiu intervenção dos serviços de proteção infantil.

O incidente fatal, que ocorreu em agosto na residência da família em Pine River, veio à tona após a mãe, Heather Cross, acionar os serviços de emergência. Contudo, investigadores da polícia local que chegaram ao local observaram que a menina já apresentava rigidez cadavérica, indicando que o óbito havia ocorrido horas antes.

De acordo com o registro policial, o pai, Darcy Cross, relatou ter encontrado a filha sem vida por volta das 16h30, com a cabeça presa sob a armação metálica defeituosa do leito. Os pais admitiram que a criança havia permanecido sem supervisão direta por um período estimado entre 10 e 12 horas.

Confinadas

A investigação detalhada revelou que Cecilia e sua irmã de 12 anos, que também possui autismo, eram mantidas confinadas em suas camas de segurança — equipamentos projetados para o sono seguro, mas que, segundo especialistas, não devem ser utilizados como substitutos de cuidados diários durante longos períodos. 

Documentos judiciais indicam que a menina morreu devido à compressão exercida pela peça quebrada do leito no pescoço.

Vício em cassino

O inquérito também destacou as condições insalubres do quarto da vítima, descrito com um forte e insuportável odor de urina e fezes espalhadas. Além disso, foi apurado que, embora o casal recebesse apoio financeiro do estado para o alto nível de cuidado exigido pelas filhas, registros apontaram que eles frequentemente passavam longos períodos em cassinos.

A irmã sobrevivente foi imediatamente retirada da custódia do casal e encaminhada aos serviços de proteção à criança. O caso segue em andamento, e o casal tem audiência marcada para a próxima semana.

Leia mais

Vídeos curtos

Mais lidas