A morte de Olga Beatriz Santos da Silva, de 12 anos, continua gerando forte comoção e novos desdobramentos na investigação conduzida pela Polícia Civil de Mato Grosso. A adolescente foi encontrada morta após passar o fim de semana na casa do pai, Claudinei Silva, preso em flagrante e apontado como principal suspeito do crime.
A defesa da mãe de Olga Beatriz Santos da Silva, de 12 anos, morta pelo pai, contestou a versão de que a menina costumava passar fins de semana na casa do pai.
Em entrevista concedida nesta quinta-feira (11), ao programa “Cadeia Neles”, da TV Vila Real, a advogada, Dayane Rodrigues, afirmou que a adolescente raramente mantinha contato próximo com o genitor e que apenas esteve na residência dele recentemente por conta de um evento familiar realizado pela família paterna.

Homem mata filha (Foto: reprodução)
A criança foi encontrada morta no domingo (07), em uma casa localizada no bairro Serra Dourada, em Várzea Grande (MT). O pai da menina, Claudinei Silva, de 42 anos, foi preso em flagrante e é investigado pelo crime.
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Segundo a advogada, o relacionamento entre os pais da vítima era marcado de conflitos. Ela afirmou que, anos atrás, a mãe da adolescente teria buscado proteção judicial após um episódio grave envolvendo o ex-companheiro, resultando na concessão de uma medida protetiva.
Ainda de acordo com a advogada, após cumprir pena e deixar o sistema prisional, o investigado teria tentado retomar a convivência com a filha por meio de familiares.
Advogada afirma que menina queria se aproximar do pai
Durante entrevista, a advogada afirmou que a menina nutria o desejo de se aproximar do pai, apesar de ter convivido pouco com ele ao longo da vida. Segundo ela, a adolescente demonstrava interesse em fortalecer os laços familiares e costumava manifestar vontade de conhecer melhor o genitor e seus parentes.
De acordo com a advogada da mãe da vítima, os encontros entre pai e filha aconteciam de forma esporádica e, geralmente, em ambientes onde também estavam presentes familiares dos dois lados. Ela destacou que as visitas costumavam ser breves e que não era comum a menina permanecer na residência do pai durante a noite.
Ainda conforme o relato, a primeira vez que Olga dormiu na casa do genitor teria ocorrido justamente no fim de semana em que a morte ocorreu. A situação aconteceu após a participação da família em uma comemoração de aniversário, que terminou tarde, levando a adolescente a permanecer no local.
A advogada acrescentou que, no dia seguinte, a mãe chegou a buscar a filha, mas a garota preferiu continuar com o pai para participar de outra celebração familiar.
Relato aponta agressão ocorrida anos antes
Segundo a advogada da família, um episódio de violência envolvendo a mãe de Olga ocorreu anos antes e resultou na prisão de Claudinei. Ele teria levado a então companheira e a filha em uma bicicleta enquanto portava uma faca. Ao chegar ao destino, a mulher conseguiu pedir socorro, mas acabou ferida durante a ocorrência.
A vítima sofreu lesões em diferentes partes do corpo e que o caso motivou medidas judiciais à época. Ela também contestou uma das hipóteses inicialmente divulgadas sobre a motivação do crime envolvendo Olga.
A advogada afirmou que não procede a informação de que a adolescente mantinha conversas com um garoto por meio do celular, já que, segundo os familiares, ela não possuía aparelho próprio.
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Polícia diz que suspeito confessou agressão
Segundo informações divulgadas pela Polícia Civil, Claudinei Silva admitiu, durante depoimento, ter agredido a própria filha. De acordo com o delegado responsável pela investigação, o suspeito relatou que havia ingerido bebidas alcoólicas durante o encontro.
Mais tarde, já em casa, ele teria acessado uma rede social utilizada pela filha e encontrado mensagens trocadas com um garoto, situação que teria dado início a uma discussão entre os dois.
Durante o interrogatório, o homem confessou ter atacado a adolescente, e as apurações indicam que a violência empregada foi intensa. Conforme a investigação, as lesões provocadas causaram graves danos físicos à vítima.
Veja o delegado falando:
A Polícia Civil informou ainda que, mesmo após perceber a gravidade do estado da filha, o suspeito não teria procurado ajuda médica. Segundo o delegado, havia tempo para acionar equipes de emergência, mas o investigado optou por deixar o local.
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