O pequeno Gabriel Alejandro, de 2 anos, morreu após dar entrada em um hospital de Boa Vista (RR) com sinais severos de agressão e violência sexual. O padrasto foi preso preventivamente como principal suspeito das agressões, enquanto a mãe responderá em liberdade, com uso de tornozeleira eletrônica, por omissão.

Menino de 2 anos morre após ser estuprado; mãe e padrasto são presos (Foto: PCRR/DIvulgação)
Menino de 2 anos morre após ser estuprado; mãe e padrasto são presos (Foto: PCRR/DIvulgação)

Uma história chocante que terminou com a morte de uma criança de apenas dois anos, na noite desta quinta-feira (30), em Boa Vista, capital de Roraima, chamou a atenção da Polícia Civil do estado.

Inicialmente tratada como acidente doméstico, a morte do pequeno Gabriel Alejandro Larez Casado — que já chegou em estado grave ao Hospital da Criança Santo Antônio e não resistiu aos múltiplos ferimentos — tomou outro rumo.

(Foto: Reprodução)

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Detalhes do caso

No primeiro depoimento à Polícia Civil de Roraima, a mãe relatou que a criança havia se machucado durante uma brincadeira, sendo lançada para o alto. Depois, mudou a versão, afirmando que teria ocorrido uma queda da rede.

No entanto, as explicações não convenceram os profissionais de saúde devido ao quadro de agressões encontrado no menino. A criança apresentava hematomas, escoriações, mordidas, sangramento e indícios de violência sexual, o que tornou impossível considerar o caso um acidente.

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Por conta disso, a Delegacia Geral de Homicídios de Boa Vista passou a investigar as últimas horas do menino ainda vivo para entender o que realmente aconteceu.

O padrasto, de 33 anos, alegou que estava trabalhando o dia inteiro em uma borracharia e só viu o enteado já ferido à noite. Porém, o depoimento do empregador revelou que o homem deixou o trabalho ao meio-dia, retornando apenas no meio da tarde, o que contradiz sua versão.

Investigações

Segundo a polícia, todos os elementos apontam que o padrasto foi o autor direto das agressões que causaram a morte do menino. Já a mãe, de 32 anos, é investigada por omissão, pois teria deixado de proteger o filho, mesmo tendo obrigação legal.

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O padrasto foi preso em flagrante e teve a prisão convertida em preventiva. Ele já era investigado por tentativa de homicídio em outro caso. A mãe foi liberada após audiência de custódia, mas terá que cumprir medidas cautelares, como uso de tornozeleira eletrônica e restrições de deslocamento.

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