Um menino de apenas 3 anos precisou ser resgatado pelo Corpo de Bombeiros após derramar supercola sobre o próprio corpo e acabar grudado em um sofá, em Betim (MG). A operação exigiu o uso de acetona, água morna e até linha de pesca para desprender a criança sem causar ferimentos. O caso também chama atenção para o alto número de acidentes domésticos envolvendo crianças no Brasil.
Uma situação inusitada mobilizou equipes do Corpo de Bombeiros em Betim, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (MG), na última quarta-feira (10). Um menino de 3 anos ficou preso a um sofá depois de derramar cola instantânea sobre o próprio corpo dentro de casa.

Segundo informações divulgadas pelo Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais, a criança teve contato com uma embalagem de supercola e acabou espalhando o produto sobre a perna esquerda. A substância aderiu rapidamente ao tecido do sofá, à roupa que o menino usava e também à pele, deixando-o impossibilitado de se movimentar.
Quando os militares chegaram ao local, encontraram a criança com a perna dobrada e completamente colada ao móvel. Além disso, a tampa da embalagem da cola instantânea estava presa à mão esquerda do menino, que também apresentava grande quantidade do produto já seco sobre a pele.
Resgate exigiu cuidados especiais
Diante da delicadeza da situação, os bombeiros precisaram realizar um trabalho minucioso para evitar lesões na criança. A equipe utilizou uma combinação de acetona, água morna e uma linha de pesca para desprender gradualmente as superfícies que estavam unidas pela cola.

De acordo com a corporação, a mão esquerda da criança foi mantida mergulhada em água morna durante parte do procedimento para facilitar a dissolução do produto. Enquanto isso, os militares cortavam cuidadosamente partes do tecido do sofá e removiam, aos poucos, os pontos de aderência.
A operação exigiu paciência e precisão, já que a cola instantânea cria uma ligação extremamente resistente em poucos segundos.
Calça também ficou grudada na pele
Após conseguir separar o menino do sofá, os bombeiros iniciaram uma nova etapa do atendimento. A calça que ele usava continuava colada à pele da perna esquerda, limitando seus movimentos.
Com o auxílio de acetona e mais aplicações de água morna, a equipe conseguiu retirar gradualmente a roupa sem provocar ferimentos. A tampa da embalagem que estava presa à mão também foi removida durante o processo.
Segundo os bombeiros, toda a operação foi concluída sem intercorrências e a criança não sofreu lesões graves durante o incidente.
Acidentes domésticos preocupam especialistas
O caso registrado em Minas Gerais reforça um problema recorrente em todo o país. Dados sobre segurança infantil mostram que acidentes domésticos e envolvendo produtos presentes dentro de casa provocam mais de 300 internações por dia de crianças e adolescentes no Brasil.
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Em média, cerca de 14 crianças e adolescentes são hospitalizados a cada hora devido a acidentes ocorridos no ambiente doméstico. As quedas lideram o ranking das hospitalizações, respondendo por aproximadamente 44% dos casos. Em seguida aparecem as queimaduras, com cerca de 19% das ocorrências, além de intoxicações causadas por medicamentos e produtos de limpeza, afogamentos e sufocações.
Os números também revelam a gravidade do problema. Aproximadamente 8 mil crianças e adolescentes morrem todos os anos no Brasil em decorrência de acidentes, sendo a residência um dos principais locais dessas ocorrências.
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