A morte de um menino de 5 anos em Januária é investigada pela Polícia Civil, que descarta intoxicação e aponta sinais de agressão. A criança apresentava lesões e vivia, segundo testemunhas, em ambiente de violência. A mãe deu versões contraditórias. O laudo final ainda será concluído.
A morte de um menino de cinco anos está sendo investigada pela Polícia Civil de Minas Gerais em Januária. O caso veio à tona após a equipe médica suspeitar das lesões no corpo da criança e questionar a versão apresentada pela mãe, que afirmou que o filho teria passado mal após ingerir carne estragada.

Delegacia da Polícia Civil em Januária — Foto: Izabela Gonçalves
Segundo o delegado Willian Araújo, o menino, identificado como Artur Viana Rodrigues, deu entrada na unidade de saúde por volta das 23h do último domingo (26), já com sinais graves e incompatíveis com a explicação inicial.
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Polícia descarta versão da mãe
De acordo com as primeiras análises, a hipótese de intoxicação alimentar foi praticamente descartada. “Temos convicção de que a criança não faleceu por causas naturais, intoxicação ou queda da própria altura, ela foi agredida”, afirmou o delegado.
A criança apresentava hematomas no rosto, escoriações no abdômen e outros sinais que indicam possível histórico de violência.
Indícios de agressões anteriores
As investigações apontam que o menino vivia em um ambiente marcado por agressões físicas e psicológicas. Testemunhas relataram à polícia que era comum ouvir a criança chorando e que ela sofria violência frequente.
“Há indícios de que essa criança vivia em um ciclo contínuo de violência, que culminou nesse desfecho trágico”, disse o delegado.
Contradições no relato
A mãe, de 27 anos, afirmou que o filho passou mal após ingerir carne estragada e que as lesões teriam sido causadas por uma queda de bicicleta no caminho para o hospital. No entanto, a polícia considera as versões inconsistentes.
Outro ponto que chamou atenção foi o intervalo superior a 10 horas entre o suposto início dos sintomas e o socorro médico.
Causa da morte
De forma preliminar, a necropsia apontou “choque séptico secundário ao abdome agudo” como causa da morte. Segundo a polícia, o quadro pode ter sido provocado por trauma ou agressão.
O laudo definitivo ainda está em elaboração e deve esclarecer as circunstâncias exatas.
Investigação em andamento
A mãe ainda será ouvida formalmente. Segundo a polícia, ela possui registros anteriores por furto, ameaça e violência contra criança e adolescente.
A população, revoltada com o caso, chegou a depredar a casa da família. Os pais deixaram o local.
A Polícia Civil segue ouvindo testemunhas e reunindo provas para concluir o inquérito.
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