O corpo de Oliver Golden Grayson, de 3 anos, foi sepultado nesta quarta-feira (22), em Viamão, na Região Metropolitana de Porto Alegre. A cerimônia ocorreu duas semanas após a morte da criança e reuniu apenas familiares e pessoas próximas.
O corpo de Oliver Golden Grayson, de 3 anos, foi sepultado nesta quarta-feira (22), em Viamão, na Região Metropolitana de Porto Alegre. A cerimônia ocorreu duas semanas após a morte da criança e reuniu apenas familiares e pessoas próximas.

Oliver Golden Grayson morreu aos 3 anos após ser espancado dentro de casa. Foto: Reprodução.
A mãe do menino, Mayanna Angelina Rodgers, presa preventivamente desde o dia seguinte ao crime, recebeu autorização da Justiça para acompanhar a despedida sob escolta policial. Já o pai, D’Andre Grayson, investigado por espancar o filho, não foi autorizado a participar do funeral.
Mãe participou da despedida sob escolta
Mayanna permaneceu cerca de 20 minutos no Cemitério Nossa Senhora da Conceição antes de retornar ao presídio. Segundo a defesa, a autorização judicial permitiu que ela pudesse se despedir do filho “com dignidade”.
O pai da criança, por outro lado, teve o pedido negado. A Justiça entendeu que sua presença poderia representar riscos à segurança da operação de escolta, dos agentes e das pessoas presentes na cerimônia.
Corpo só foi liberado após reconhecimento da mãe
O sepultamento ocorreu apenas duas semanas após a morte porque o corpo dependia do reconhecimento formal da mãe, que estava presa. Após autorização judicial, Mayanna foi levada ao Departamento Médico-Legal (DML), onde reconheceu oficialmente o filho.
Com a conclusão das perícias, o corpo foi liberado para um velório social organizado pela Prefeitura de Viamão.
Investigação apura responsabilidade dos pais
Segundo a Polícia Civil, D’Andre confessou ter espancado Oliver porque a criança não lhe deu “bom dia”. De acordo com a investigação, ele relatou ter dado socos no peito e no abdômen do menino, além de bater a cabeça da criança contra o chão.
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A polícia também investiga a conduta de Mayanna para esclarecer se houve omissão diante das agressões ou eventual participação nos maus-tratos. Até o momento, 11 testemunhas foram ouvidas e a expectativa é de que o inquérito seja concluído em agosto.
Polícia investiga histórico da família
As investigações apontam que os quatro filhos do casal eram orientados a esconder ferimentos e inventar explicações para as marcas pelo corpo.
Além disso, a Polícia Civil recebeu registros de ocorrências envolvendo a família em Santa Catarina e São Paulo. A Polícia Federal e a Interpol também foram acionadas para verificar os antecedentes dos pais, que são norte-americanos.
Outro foco da investigação é apurar se houve falhas na rede de proteção à infância em Viamão, já que o Conselho Tutelar acompanhava a família havia cerca de oito meses.
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