O Governo argentino anunciou a detenção no Peru do alegado mentor do triplo feminicídio que vitimou três jovens em Buenos Aires, um caso ligado ao tráfico de drogas. O suspeito, conhecido como “Little J”, é acusado de ordenar a tortura e a morte das vítimas para fortalecer sua liderança criminosa, sendo o nono preso relacionado ao brutal crime.
O Governo argentino anunciou a prisão, realizada no Peru, do possível mentor do triplo homicídio que chocou a Argentina nos últimos dias. O caso, que resultou na morte de três jovens, é diretamente ligado pelas autoridades ao tráfico de drogas e à disputa por poder em bairros pobres de Buenos Aires.
Líder capturado
O principal suspeito, identificado como “Little J“, é um peruano com cerca de 20 anos. Ele é apontado pelas autoridades como um traficante influente que conduzia as atividades criminosas no bairro carente de Zavaleta, na zona sul de Buenos Aires.
Após um mandado internacional de detenção emitido pela Argentina, o peruano foi detido em território peruano. Além dele, foi capturado Matias Ozorio, de 23 anos, que, segundo fontes próximas à investigação, seria o braço direito de “Little J“.
No total, nove pessoas já foram detidas em conexão com o caso, incluindo um peruano de 41 anos que foi capturado na Bolívia.
Desaparecimento e tortura com vítimas
Os corpos de Brenda del Castillo, Lara Gutiérrez e Morena foram encontrados na última sexta-feira(24). As jovens estavam enterradas perto de uma casa nos subúrbios ao sul de Buenos Aires, cinco dias após terem desaparecido.
Segundo o Ministro da Segurança Provincial, Javier Alonso, as vítimas pensavam que iriam participar de uma festa. Contudo, antes de serem mortas, foram submetidas a uma sessão de tortura que teria sido assistida, em transmissão direta, por cerca de 45 membros do grupo criminoso em uma rede social.
Violência vista como exemplo
Para imprensa local, o ministro Alonso afirmou que a tortura e o subsequente assassinato das jovens tiveram um objetivo claro “fortalecer a liderança” do chefe do grupo criminoso.
A facção se dedica ao tráfico de drogas e atua em uma rede que, conforme o ministro, “ultrapassa as fronteiras da Argentina”.
Sobre as jovens
As três jovens eram moradoras de um bairro carenciado nos arredores da capital. O Ministério Público argentino classificou o crime como homicídio qualificado, premeditado por duas ou mais pessoas, e cometido com dolo, crueldade e como violência de gênero.
O triplo assassinato gerou grande comoção no país, resultando em manifestações em Buenos Aires. Milhares de pessoas foram às ruas no último sábado exigir justiça, com cartazes que denunciavam o crime como um “narcofeminicídio” e a urgência do lema “as nossas vidas não são descartáveis!”.
Outros envolvidos
Na última segunda-feira(29), uma das suspeitas de envolvimento no crime foi presa em flagrante ao conceder uma entrevista para um programa de tv na Argentina.
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