A Alphabet, controladora do Google, e a Meta, foram condenadas a pagar cerca de R$ 15,7 milhões em indenizações a uma usuária de 20 anos que relatou ter sido viciada em redes sociais.

(Foto: Reprodução)
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A Alphabet, empresa controladora do Google, e a Meta, foram condenadas a pagar 3 milhões de dólares, cerca de R$ 15,7 milhões, em indenizações a uma usuária, conforme entendimento do júri de Los Angeles, nos Estados Unidos, em decisão anunciada nesta quarta-feira (25).

O sentença responsabilizou as empresas por viciarem uma jovem de 20 anos em redes sociais que, segundo ela, tem a ver com o design criado para prender a atenção dos consumidores.

Meta e Google condenadas

A Snap, proprietária do aplicativo Snapchat, e o Tik Tok também foram rés no processo, mas firmaram acordo com a responsável pela acusação, e se livraram da pena.

O Gooogle não comentou a decisão até o momento, enquanto a Meta afirmou que discorda da decisão e vai recorrer com seus advogados para avaliar “opções legais” para reverter a condenação no júri.

Precedente legal

A decisão da justiça abre um precedente para que diversos usuários abram processos contra as empresas responsáveis pelas principais redes sociais da atualidade. Segundo estudo da Pew Research Center, pelo menos um a cada dois adolescentes estadunidenses consome aplicativos como Instagram a YouTube todos os dias.

Uso de celular e redes sociais

Nos últimos dez anos, grandes empresas do setor vem sofrendo críticas e pautando debates sobre o uso excessivo de redes sociais, principalmente na formação de jovens e adolescentes. Nos Estados Unidos, pelo menos 20 estados aprovaram leis com discursos de regulamentação semelhante.

No Brasil, desde o início do ano letivo de 2025, redes de ensino e escolas, públicas e privadas, foram obrigadas a implementar estratégias para restringir o uso de aparelhos celulares com base na Lei nº 15.100/2025, sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em janeiro.

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