A Polícia Civil de Minas Gerais investiga o desaparecimento de um bebê nascido em setembro de 2025 em Lagoa Santa, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. O caso ganhou novos desdobramentos após os pais apresentarem versões contraditórias e levantarem a suspeita de que a criança possa ter sido dopada e descartada em um rio.
A Polícia Civil de Minas Gerais investiga o desaparecimento de um bebê nascido em setembro de 2025 em Lagoa Santa, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. O caso ganhou novos desdobramentos após os pais apresentarem versões contraditórias e levantarem a suspeita de que a criança possa ter sido dopada e descartada em um rio.

Polícia investiga desaparecimento de bebê de 8 meses em Lagoa Santa (MG) após pais apresentarem versões contraditórias sobre o caso. Foto: Polícia Civil.
Inicialmente registrado como abandono de incapaz, o caso passou a ser tratado com maior gravidade diante das inconsistências nos depoimentos e da possibilidade de morte do bebê.
Mensagens deram início à investigação
A ocorrência foi registrada no dia 27 de maio, depois que amigos do casal procuraram a Polícia Militar. Segundo eles, a mãe enviou mensagens afirmando que o filho havia morrido.
No entanto, as explicações apresentadas por ela eram divergentes. Em um momento, disse que a família teria sido agredida por um cobrador de dívidas; em outro, acusou o próprio companheiro de ter causado a morte da criança.
Ambiente e comportamento chamaram atenção
Ao chegarem à residência do casal, no bairro Shalimar, os policiais encontraram o imóvel em condições precárias, com lixo acumulado, garrafas de bebidas alcoólicas, objetos quebrados e pinos vazios de cocaína.
De acordo com a polícia, os dois admitiram ser usuários de drogas e apresentavam sinais de alteração de comportamento, como desatenção e oscilação de humor.
Durante os depoimentos, a mãe apresentou diferentes versões sobre o caso. Em uma delas, afirmou que o bebê teria sido morto por uma terceira pessoa como represália de traficantes. Em outra, disse que encontrou o filho sem vida após dormir ao lado dele, com os lábios roxos.
Já o pai relatou que uma mulher foi chamada para ajudar nos cuidados com a criança, alegando que a companheira enfrentava depressão pós-parto.
Suspeita de superdosagem
Em depoimento gravado, o homem afirmou que, na noite do ocorrido, a mãe teria administrado clonazepam ao bebê para fazê-lo dormir e que a quantidade teria sido excessiva.
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Segundo ele, ao acordarem, a criança já estava sem sinais vitais. Com medo das consequências, o casal teria entregado o corpo à mulher que auxiliava nos cuidados, que o teria envolvido em tecidos e descartado em um rio próximo ao local onde estavam hospedados, em Ipatinga, no Vale do Aço.
Bebê segue desaparecido
Durante as buscas na residência, a polícia encontrou documentos da criança, como certidão de nascimento e guia de alta hospitalar. No entanto, não foram localizados vestígios que confirmem a morte ou indiquem o paradeiro do bebê. O casal foi encaminhado à delegacia para prestar esclarecimentos, mas foi liberado por não haver situação de flagrante.
Em nota, a Polícia Civil informou que as investigações seguem em andamento, com o objetivo de localizar a criança, esclarecer completamente os fatos e responsabilizar possíveis envolvidos no caso.
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