Michelle Bolsonaro se manifestou publicamente pela primeira vez desde o início do julgamento de seu marido, Jair Bolsonaro, no STF. Em sua conta no Instagram, ela publicou um trecho do Salmo 100, que fala sobre celebrar, servir e louvar a Deus.
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) publicou uma passagem bíblica em sua rede social Instagram nesta terça-feira (02), marcando sua primeira manifestação pública desde o início do julgamento de seu marido, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), na Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF).
Versículo bíblico
A publicação de Michelle, feita enquanto o julgamento acontecia, cita na íntegra o Salmos 100, que fala sobre celebrar, servir a Deus com alegria e entrar em seus átrios com louvor. A manifestação ocorreu no mesmo dia em que o STF iniciou a análise de uma ação penal sobre uma suposta trama golpista atribuída a Bolsonaro e outros sete réus, com o objetivo de anular as eleições de 2022 e mantê-lo no poder.
“1. Celebrai com júbilo ao Senhor, todas as terras. 2. Servi ao Senhor com alegria; e entrai diante dele com canto. 3. Sabei que o Senhor é Deus; foi ele que nos fez, e não nós a nós mesmos; somos povo seu e ovelhas do seu pasto. 4. Entrai pelas portas dele com gratidão, e em seus átrios com louvor; louvai-o, e bendizei o seu nome. 5. Porque o Senhor é bom, e eterna a sua misericórdia; e a sua verdade dura de geração em geração”, diz o versículo Salmos 100.
O ministro Cristiano Zanin, presidente da Primeira Turma, deu início à sessão e passou a palavra ao relator do caso, ministro Alexandre de Moraes. Em seu relatório, Moraes citou a Constituição e o respeito à lei, e em seguida, começou a ler os crimes imputados a cada um dos oito réus.
Réus e acusações
O chamado “núcleo crucial” da suposta trama golpista é composto por:
- Jair Bolsonaro (ex-presidente)
- Alexandre Ramagem (deputado federal e ex-diretor-geral da Abin)
- Almir Garnier Santos (almirante e ex-comandante da Marinha)
- Anderson Torres (ex-ministro da Justiça)
- Augusto Heleno (general da reserva e ex-ministro do GSI)
- Mauro Cid (tenente-coronel e ex-ajudante de ordens de Bolsonaro)
- Paulo Sérgio Nogueira (general e ex-ministro da Defesa)
- Walter Braga Netto (general da reserva e ex-ministro da Casa Civil e da Defesa)
O grupo responde pelos crimes de tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, tentativa de golpe de Estado, participação em organização criminosa armada, dano qualificado e privacidade de patrimônio tombado.
Alexandre Ramagem, por sua vez, responde apenas por três crimes, devido a uma decisão do STF que retirou dois dos crimes após pedido da Câmara dos Deputados.
O julgamento está previsto para acontecer em diversas sessões ao longo do mês de setembro, com datas marcadas para os dias 2, 3, 9, 10 e 12.
