Michelle Bolsonaro voltou a ser discutida dentro do PL como possível candidata à Presidência caso a pré-candidatura de Flávio Bolsonaro enfrente obstáculos. A movimentação ganhou força após reportagem do Intercept revelar conversas entre Flávio e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro sobre o financiamento do filme “Dark Horse”, inspirado em Jair Bolsonaro.
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro voltou a ganhar força nos bastidores do Partido Liberal (PL) como possível candidata à Presidência da República caso a pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) enfrente dificuldades para avançar.

Michelle visitou Bolsonaro na Papudinha (Foto: Carolina Antunes / PR)
A discussão interna ganhou intensidade após a divulgação de uma reportagem do site Intercept Brasil nesta quarta-feira (13), revelando mensagens trocadas entre Flávio Bolsonaro e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master.
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Segundo a publicação, as conversas tratam do financiamento do filme “Dark Horse”, produção inspirada na trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro. De acordo com o Intercept, o contrato teria valor total de US$ 24 milhões, o equivalente a cerca de R$ 134 milhões na cotação da época.
Ainda conforme a reportagem, aproximadamente R$ 61 milhões teriam sido efetivamente pagos ao longo das negociações envolvendo a produção cinematográfica.
Conversas e pressão nos bastidores
Entre os conteúdos divulgados, está um áudio enviado por Flávio Bolsonaro a Daniel Vorcaro na véspera da prisão do empresário durante a Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, realizada em novembro do ano passado.
A repercussão do caso gerou preocupação entre integrantes do PL, que passaram a discutir alternativas para a disputa presidencial deste ano caso o cenário político de Flávio se complique nas próximas semanas.
Nesse contexto, Michelle Bolsonaro aparece como um dos nomes mais fortes dentro do grupo político ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
Michelle não precisaria deixar cargo
Atualmente, Michelle Bolsonaro é apontada como pré-candidata ao Senado Federal pelo Distrito Federal. Como não ocupa cargo público, ela poderia disputar a Presidência da República sem precisar cumprir prazo de desincompatibilização.
A situação é diferente da do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, que precisaria ter deixado o cargo até abril para concorrer ao Palácio do Planalto neste ano.
Apesar das movimentações internas, Flávio Bolsonaro segue como pré-candidato oficial do grupo bolsonarista até o momento.
A definição sobre quem representará o partido na eleição presidencial deverá ocorrer apenas durante as convenções partidárias, previstas para acontecer entre os dias 20 de julho e 5 de agosto de 2026.
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