Michelle Bolsonaro se reúne com Alexandre de Moraes para reforçar pedido de prisão domiciliar de Jair Bolsonaro, após parecer favorável da PGR. Decisão final ainda será tomada pelo STF.
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro deve se reunir nesta segunda-feira (23) com o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para reforçar o pedido de prisão domiciliar ao ex-presidente Jair Bolsonaro. O encontro está previsto para as 17h, no gabinete do magistrado, e ocorre no mesmo dia em que a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestou a favor da concessão do benefício.
A reunião faz parte de uma articulação que já contou com a participação do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, e do senador Flávio Bolsonaro, que também buscaram interlocução com Moraes para tratar da situação do ex-presidente. Na semana passada, Flávio esteve no STF para apresentar informações sobre o quadro de saúde do pai.
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, defendeu a prisão domiciliar ao considerar que o estado de saúde de Bolsonaro justifica a flexibilização do regime. Segundo o parecer, o ambiente domiciliar oferece melhores condições para o acompanhamento médico necessário, diante do quadro clínico e das comorbidades do ex-presidente.
Bolsonaro está internado desde o dia 13 de março em um hospital particular de Brasília, após ser diagnosticado com pneumonia decorrente de broncoaspiração. Ele permanece sob cuidados médicos e pode receber alta nos próximos dias. A defesa sustenta que o ex-presidente apresenta um quadro de saúde delicado, com risco de novos episódios de mal-estar.
Apesar do parecer favorável da PGR, a decisão final cabe ao ministro Alexandre de Moraes. Nos bastidores do STF, há divergências sobre a concessão da prisão domiciliar. Parte dos ministros avalia que a medida poderia reduzir críticas ao Judiciário, enquanto outro grupo teme que Bolsonaro possa tentar buscar abrigo em representações diplomáticas no exterior.
Prisão domiciliar já foi negada a Bolsonaro anteriormente
No início de março, Moraes rejeitou um pedido semelhante, argumentando que a prisão domiciliar é uma medida excepcional e que, naquele momento, não havia justificativa suficiente. O ministro destacou que Bolsonaro mantinha rotina ativa de visitas na unidade prisional e recebia acompanhamento médico constante.
Atualmente, Bolsonaro cumpre pena no Complexo da Papuda, em Brasília, em uma sala de Estado-Maior com estrutura diferenciada, incluindo quarto, banheiro, cozinha e área para banho de sol. Segundo informações, ele já recebeu mais de 140 atendimentos médicos desde que foi preso.
Leia mais no BacciNotícias:
