Henrique nasceu com apenas 23 semanas e 740 gramas, recebendo 1% de chance de sobreviver. Após quatro meses na UTI neonatal, ele recebeu alta e foi celebrado pela mãe, Heusiléia, que não deixou o filho sozinho um só dia.

Milagre: bebê com apenas 1% de chance de sobrevive e mãe celebra alta do filho da UTI
Milagre: bebê com apenas 1% de chance de sobrevive e mãe celebra alta do filho da UTI

A auxiliar de coordenação Heusiléia Coelho, de 41 anos, viveu momentos de angústia e superação após o nascimento do filho Henrique, em Minaçu (GO). Prematuro extremo, o bebê nasceu com apenas 23 semanas de gestação e 740 gramas. No dia do parto, os médicos foram claros: ele tinha apenas 1% de chance de sobreviver. Quatro meses depois, Henrique recebeu alta da UTI neonatal e hoje é celebrado pela família como um verdadeiro milagre.

Com histórico de gestações complicadas (os dois filhos mais velhos também nasceram prematuros), Heusiléia enfrentou novamente dificuldades durante a gestação de Henrique. Aos três meses, apresentou sangramento e passou a usar progesterona. Exames revelaram anemia e indícios de infecção. Pouco tempo depois, teve rompimento da bolsa e precisou correr para o hospital.

A vaga em uma UTI neonatal só foi confirmada em Uruaçu, a 225 km de distância de Minaçu. Diagnosticada com corioamnionite materna, uma infecção grave nas membranas que envolvem o feto, ela não teve alternativa a não ser interromper a gestação.

Nascimento e luta pela vida

Henrique nasceu de cesárea, minúsculo e frágil. O pediatra alertou o pai, Wilson: “O bebê tem apenas 1% de chance de sobreviver”. Apesar da gravidade, a família nunca desistiu. “Enquanto houvesse chance, nós iríamos lutar”, disse Heusiléia.

Foram quatro meses de internação, com inúmeras intercorrências. A mãe, mesmo após receber alta, decidiu permanecer na UTI. “Eu tinha tanto medo de perder Henrique, que dormi 4 meses em uma cadeira, vigiando meu filho. Só pude segurá-lo no colo 28 dias depois”, lembra.

Vitória e esperança

Aos poucos, Henrique foi ganhando peso e vencendo desafios. Ao deixar o hospital, a emoção tomou conta da família. “Ele é o nosso milagre. Lutamos pela vida de Henrique quando ele tinha apenas 1% de chance e estamos aqui para festejar a nossa vitória”, celebrou Heusiléia.

Henrique continua sendo acompanhado por especialistas.

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