O Ministério da Saúde confirmou 43 casos suspeitos de intoxicação por metanol no Brasil. Há uma morte confirmada e sete em investigação. Governo federal e estados montaram frentes de crise e a PF apura a rede de distribuição das bebidas adulteradas.
O Ministério da Saúde confirmou nesta quinta-feira (2) que o número de suspeitas de intoxicação por metanol chegou a 59 em todo o Brasil. Do total, 53 casos foram registrados em São Paulo, cinco em Pernambuco e um no Distrito Federal. Desses casos, 11 já foram confirmados em laboratório e 48 estão em investigação.
Até o momento, a pasta reconhece uma morte confirmada em decorrência da intoxicação. Outros sete óbitos estão sob investigação, sendo cinco em São Paulo e dois em Pernambuco. Quatro casos suspeitos já foram descartados.
De acordo com dados do Centro Nacional de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (Cievs), os registros foram contabilizados ao longo dos últimos dois meses e já superam a média anual de 20 casos no país.
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que a tendência é de crescimento nos próximos dias.
“Vamos continuar acompanhando diariamente. A expectativa que o Ministério da Saúde tem é que se aumente o número de casos. As orientações do ministério é para que todo o Brasil esteja atento”, declarou.
Mortes em investigação
Em Pernambuco, além das mortes em investigação, uma terceira vítima sobreviveu, mas ficou cega dos dois olhos após ingerir bebida contaminada.
Para enfrentar a crise, o governo de São Paulo montou um gabinete de crise. Já na esfera federal, foi instalada uma Sala de Situação, com representantes de diferentes ministérios, Anvisa, conselhos de saúde e secretarias estaduais, para monitorar e coordenar ações emergenciais.
Na terça-feira (30), o governo federal anunciou um plano de medidas, que inclui a abertura de inquérito pela Polícia Federal (PF) para apurar a origem e a rede de distribuição das bebidas adulteradas. As autoridades não descartam a hipótese de ligação com o crime organizado.
