O Ministério da Saúde divulgou nesta sexta-feira (30) um comunicado sobre os riscos do vírus Nipah e afirmou que a doença não representa ameaça ao Brasil. Segundo a pasta, não há indícios de que o vírus possa provocar uma pandemia.

Reprodução / Freepik
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O Ministério da Saúde divulgou nesta sexta-feira (30) um comunicado sobre os riscos do vírus Nipah e afirmou que a doença não representa ameaça ao Brasil. Segundo a pasta, não há indícios de que o vírus possa provocar uma pandemia.

De acordo com o ministério, não existem evidências de disseminação internacional nem risco para a população brasileira. Ainda assim, as autoridades nacionais seguem monitorando o cenário em articulação com organismos internacionais.

“No Brasil, o Ministério da Saúde mantém protocolos permanentes de vigilância e resposta a agentes altamente patogênicos, em articulação com instituições de referência como o Instituto Evandro Chagas e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), além da participação da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas)”, informou a pasta, em nota.

Avaliação da OMS

O posicionamento do governo brasileiro está alinhado à avaliação da O que a OMS diz sobre vírus Nipah? entenda os riscos, que também considera baixo o risco de uma pandemia associada à infecção pelo vírus Nipah.

De acordo com a OMS, a Índia confirmou dois casos de infecção pelo vírus Nipah, ambos registrados no início de janeiro. Os pacientes são profissionais da área da saúde, o que levou as autoridades locais a reforçarem as medidas de vigilância epidemiológica.

Pessoas em quarentena

Atualmente, cerca de 110 pessoas estão em quarentena no país como parte das ações de contenção do novo surto. O monitoramento inclui contatos próximos dos infectados e profissionais que atuaram diretamente no atendimento aos pacientes.

A OMS segue acompanhando a situação e reforça a importância da identificação precoce dos casos, isolamento dos infectados e rastreamento de contatos, medidas consideradas essenciais para evitar a propagação do vírus.

Como o vírus Nipah é transmitido

A principal forma de transmissão do vírus Nipah ocorre a partir de animais para humanos. Os morcegos frugívoros são os reservatórios naturais do vírus e podem contaminá-lo ao entrar em contato com alimentos.

Durante a alimentação, esses animais podem deixar secreções em frutas ou na seiva de palmeiras. Quando esses produtos são consumidos crus ou sem higienização adequada, o risco de infecção aumenta.

Por esse motivo, o Nipah é classificado como uma zoonose, ou seja, uma doença que passa de animais para humanos.

Contágio entre pessoas é raro, mas possível

Embora menos comum, a transmissão entre humanos pode ocorrer, especialmente em situações de contato próximo. Isso inclui ambientes familiares e unidades de saúde.

O contágio acontece por meio de gotículas respiratórias liberadas ao falar, tossir, espirrar ou respirar. Como essas partículas têm alcance curto, geralmente até um metro, o risco aumenta quando há proximidade prolongada com pessoas infectadas.

Doença grave e sem tratamento específico

A Organização Mundial da Saúde considera o vírus Nipah prioritário devido ao seu alto potencial de impacto na saúde pública. Atualmente, não existe vacina nem medicamento específico para combater a infecção.

O tratamento é voltado apenas para aliviar os sintomas. A doença pode provocar quadros respiratórios graves e, em casos mais severos, causar encefalite, uma inflamação no cérebro que pode levar à morte.

As autoridades de saúde seguem monitorando os casos e reforçam medidas de prevenção para conter possíveis novos surtos.

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