O Ministério das Relações Exteriores do Brasil repudiou a fala do ministro da Defesa de Israel que atacou o presidente Lula. Em nota, o Itamaraty defendeu Lula e cobrou de Israel uma investigação sobre um ataque a um hospital em Gaza que matou 20 palestinos.
Horas depois de o ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, fazer duras afirmações contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, chamando-o de “antissemita e apoiador do Hamas”, o Ministério das Relações Exteriores – Itamaraty – emitiu uma nota repudiando a fala do governante do país do Oriente Médio.
“Espera-se do sr. Katz, em vez de habituais mentiras e agressões, que assuma responsabilidade e apure a verdade sobre o ataque de ontem contra o hospital Nasser, em Gaza, que provocou a morte de ao menos 20 palestinos, incluindo pacientes, jornalistas e trabalhadores humanitários”, diz um trecho da nota.
Na visão do Ministério, os ataques a Lula foram “gratuitos”. Em defesa do governante, na mesma nota, o Itamaraty cobrou de Israel a investigação de ataques recentes à Faixa de Gaza, onde jornalistas e trabalhadores de ações humanitárias foram mortos.
“Hospitais e unidades médicas gozam de proteção especial pelo Direito Internacional Humanitário, e ataques a tais instalações podem configurar crimes de guerra, conforme as Convenções de Genebra de 1949 e seus Protocolos Adicionais. O bombardeio contra o hospital Nasser soma-se a um padrão reiterado de violações perpetradas pelo governo de Israel contra a população palestina. A responsabilização por tais atos é condição essencial para evitar sua repetição e assegurar justiça às vítimas”, afirmou outro trecho.
Brasil em Ação
Em paralelo a isso, o Brasil segue trabalhando com diálogos internacionais, avaliando as possibilidades de frear os ataques de Israel e mantendo conversas constantes com a Organização das Nações Unidas (ONU).
