O Ministério Público de Valinhos abriu uma investigação para apurar a morte do guarda civil municipal Leandro Pereira da Silva, de 47 anos, que faleceu após ser gravemente queimado em serviço. O inquérito foi instaurado a partir de uma denúncia do sindicato da categoria, que alega negligência e falta de equipamentos de segurança por parte da Prefeitura.

Ministério Público investiga morte brutal de guarda municipal queimado
Ministério Público investiga morte brutal de guarda municipal queimado

Ministério Público (MP) de Valinhos está investigando a morte do guarda civil municipal Leandro Pereira da Silva, de 47 anos, que morreu após ser gravemente queimado durante uma ocorrência. O Sindicato dos Trabalhadores Municipais e Autarquias de Valinhos protocolou uma denúncia formal no MP, alegando negligência e omissão por parte da Prefeitura e da Guarda Civil Municipal (GCM).

Segundo a denúncia, o agente, que morreu no dia 17 de julho, estava sem os Equipamentos de Proteção Individual (EPI) e Equipamentos de Proteção Respiratória (EPR) obrigatórios para situações de risco. A tragédia ocorreu no dia 7 de julho, quando Leandro atendia a uma ocorrência na Vila Santana e foi atacado por uma servidora pública que estava com a filha em cárcere privado. A mulher jogou um líquido inflamável sobre o guarda e ateou fogo, causando queimaduras que o levaram à morte 10 dias depois.

Pedidos de investigação e falhas apontadas

O sindicato, em sua denúncia, critica a falta de planejamento e de comunicação da GCM. Alega que o caso deveria ter sido tratado por uma equipe tática especializada, e que os rádios de comunicação da corporação falharam durante a ação. Além disso, questiona a discrepância nas informações sobre a extensão das queimaduras de Leandro, já que a Prefeitura teria divulgado 23% do corpo queimado, enquanto a companheira do guarda foi informada de que o percentual era de 70%.

O sindicato solicita ao Ministério Público a instauração de um inquérito civil para investigar as responsabilidades da GCM e da Prefeitura, e pede acesso a documentos como a Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT) e as gravações dos rádios. O objetivo é apurar todas as possíveis falhas que levaram à morte do agente.

A denúncia foi oficialmente registrada no sistema do MP sob o número MP 0466.0000731/2025 e será analisada para determinar se há elementos suficientes para a abertura de um procedimento formal de investigação.

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