José Múcio minimizou ameaças militares dos EUA após a condenação de Jair Bolsonaro, destacando a relação histórica de amizade entre os países. A Casa Branca citou uso de “poder militar” em defesa da liberdade de expressão, enquanto Eduardo Bolsonaro falou em envio de caças e navios ao Brasil, sem provas. Washington não confirmou tais medidas.

Foto: reprodução/Agência Brasil
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Em meio à escalada de tensões provocada por declarações do governo Donald Trump, o ministro da Defesa, José Múcio, afirmou nesta terça-feira (16) não se preocupar com eventuais ameaças militares feitas pelos Estados Unidos contra o Brasil. A declaração ocorreu durante exercício da Marinha no Campo de Instrução, em Formosa, município goiano no Entorno do Distrito Federal.

“Algumas coisas nos deixam atentos, mas eu não chego a ter preocupação em relação a essas coisas, em função de uma tradicional relação de amizade que existe entre dois países”, disse Múcio, destacando a cooperação histórica entre Brasil e EUA.

As declarações surgem no contexto da condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) a 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado. Durante o julgamento, a Casa Branca chegou a citar a possibilidade de uso do “poder militar” dos EUA como forma de contestar a decisão judicial, sob a justificativa de “defesa da liberdade de expressão”.

Após a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) confirmar a condenação, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) declarou que o governo Trump poderia enviar caças F-35 e navios de guerra ao Brasil em reação à prisão do pai. No entanto, o parlamentar não apresentou provas que sustentassem suas afirmações.

Até o momento, o governo norte-americano não confirmou oficialmente qualquer movimentação militar contra o Brasil.

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