O ministro do  Desenvolvimento Agrário, Paulo Teixeira, atacou o governador Tarcísio de Freitas, acusando-o de “abandonar São Paulo para cuidar de Bolsonaro”. A crítica surgiu porque Tarcísio faltou à posse do presidente do STF, Edson Fachin, para visitar o ex-presidente. Teixeira disse que Tarcísio deveria focar no combate ao crime organizado em SP.

Ministro de Lula ataca Tarcísio de Freitas: 'Abandonou SP para cuidar de Bolsonaro' (Foto Elio Rizzo - Ascom - MD)
Ministro de Lula ataca Tarcísio de Freitas: 'Abandonou SP para cuidar de Bolsonaro' (Foto Elio Rizzo - Ascom - MD)

O ministro do Desenvolvimento Agrário, Paulo Teixeira, fez fortes afirmações nesta quarta-feira (1) contra o governador do Estado de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos).

Na visão do representante do governo Lula, o governador teria “largado São Paulo para cuidar de Bolsonaro”, citando o fato de Tarcísio sequer ter participado da posse do novo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, para ir visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro, na última segunda-feira. As afirmações foram dadas em entrevista à coluna de Igor Gadelha, no Portal Metrópoles.

“Eu vejo o governo Tarcísio de Freitas. Vejo que é um governo que abandonou São Paulo e cuida do Bolsonaro. Veja: qual foi o principal evento da última segunda-feira aqui em Brasília? Foi a posse do presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, e do vice-presidente, Alexandre de Moraes. Onde estava Tarcísio de Freitas? Em vez de ir à posse, representando o estado de São Paulo, porque ali, digamos, era um compromisso institucional, ele foi visitar um condenado pelo Supremo Tribunal Federal. E ele é um dos advogados dessa mobilização por um projeto de anistia”, disse.

Problemas de São Paulo

Para Paulo Teixeira, Tarcísio de Freitas deveria ter ficado em São Paulo para ajudar a conter os problemas enfrentados no estado contra o crime organizado, principalmente com o PCC.

“São Paulo enfrenta muitos problemas. Um dos principais é que o estado não está conseguindo combater o crime organizado. Mataram o ex-delegado-geral da Polícia Civil de São Paulo, de forma bastante clara, em uma cidade do interior. Antes disso, houve aquele episódio no Aeroporto de Guarulhos, em que um delator do PCC foi assassinado, com possível envolvimento de policiais”, completou.

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