O ministro do Turismo, Celso Sabino, confirmou sua saída do governo nesta sexta-feira (26), após determinação do União Brasil, que exigiu a entrega de cargos sob risco de infidelidade partidária. Sabino, último filiado da legenda no alto escalão de Lula, tentou negociar uma licença partidária para permanecer até abril, mas não houve acordo. A decisão ocorre em meio a pressões internas do partido e à investigação da PF envolvendo o presidente da sigla, Antônio Rueda.

Foto: reprodução/Agência Brasil
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O ministro do Turismo, Celso Sabino, confirmou nesta sexta-feira (26) que deixará o governo federal, atendendo à orientação de seu partido, o União Brasil. A decisão já havia sido comunicada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na semana passada, mas só agora foi oficializada.

No último dia 18, o União Brasil determinou que seus filiados nomeados para cargos na gestão petista pedissem exoneração em até 24 horas, sob risco de prática de infidelidade partidária. Sabino era o único representante da sigla no alto escalão do governo.

Antes da confirmação da saída, o ministro chegou a negociar uma licença partidária para permanecer no cargo até abril de 2026, prazo de desincompatibilização exigido para quem pretende disputar cargos eletivos. Sabino é cotado para concorrer ao Senado pelo Pará.

O ultimato do União foi divulgado no mesmo comunicado em que o partido prestou solidariedade a seu presidente nacional, Antônio Rueda, alvo de investigações da Polícia Federal sobre possível infiltração do Primeiro Comando da Capital (PCC) em setores estratégicos da economia.

A decisão de rompimento do União Brasil e do Progressistas (PP) com o governo Lula foi anunciada em setembro. Juntas, as duas legendas formam uma federação com 108 deputados federais e 14 senadores, a maior bancada da Câmara e a segunda maior do Senado.

Quem é Celso Sabino
Natural de Belém (PA), Celso Sabino é administrador e advogado, atualmente em seu segundo mandato consecutivo como deputado federal. Já passou por cinco partidos: Progressistas (PP), Partido da República (atual PL), PSDB, PSL e União Brasil, legenda pela qual chegou ao Ministério do Turismo.

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