Uma jovem miss, de apenas 17 anos, morreu após consumir uma bebida energética. O caso aconteceu no Texas, nos Estados Unidos em outubro de 2025, e desencadeou um processo ao fabricante do produto.

Miss de 17 anos morre após tomar energético e família processa fabricante (Foto: Reprodução/Redes sociais)
Miss de 17 anos morre após tomar energético e família processa fabricante (Foto: Reprodução/Redes sociais)

Uma jovem miss, de apenas 17 anos, morreu após consumir uma bebida energética. O caso aconteceu no Texas, nos Estados Unidos em outubro de 2025, e desencadeou um processo ao fabricante do produto.

Miss de 17 anos morre após consumir energético (Foto: Reprodução/Redes sociais)

De acordo com a imprensa internacional, Larissa Rodriguez morreu horas depois de ingerir uma quantidade considerada perigosa de cafeína, substância presente na bebida energética.

No processo, os pais da jovem, Jennifer e Roberto, acusam a empresa Alani Nu Energy Drinks e o varejista que vendeu o produto de não alertarem de forma adequada sobre os riscos do consumo.

Resultado da autópsia

Segundo o laudo da autópsia, a causa da morte foi cardiomiopatia, uma doença grave do músculo cardíaco, associada ao consumo excessivo de cafeína.

“A bebida energética Alani Nu foi concebida e formulada de forma a poder causar cardiomiopatia, arritmia cardíaca, parada cardíaca e morte em consumidores, especialmente crianças, adolescentes e pessoas sensíveis à cafeína”, argumentou a família no processo, em que pedem que o fabricante e a rede varejista sejam indiciados por homicídio culposo e paguem indenização, cujo valor não foi especificado.

A defesa também afirma que diversas organizações de saúde alertam que bebidas energéticas não devem fazer parte da dieta de crianças e adolescentes. Segundo essas recomendações, o consumo diário de cafeína para menores não deve ultrapassar 100 miligramas. Já uma lata de 355 ml da bebida Alani Nu contém cerca de 200 miligramas, quantidade considerada elevada em comparação com refrigerantes e outros produtos similares.

“Fundamentalmente, a lata não adverte sobre o consumo excessivo de cafeína“, afirma o processo.

Falha da empresa?

As embalagens do produto trazem um aviso informando que a bebida “não é recomendada para crianças, pessoas sensíveis à cafeína, gestantes ou lactantes”.

No entanto, os pais de Larissa alegam que “a advertência está impresso em letras pequenas e discretas, que são facilmente ignoradas e totalmente inadequadas para alertar os consumidores sobre os sérios riscos de lesões cardíacas e morte”.

Além disso, a família afirma que a bebida contém uma quantidade não divulgada de taurina, um aminoácido que pode potencializar os efeitos da cafeína e causar impactos na saúde, como alterações no funcionamento do sistema nervoso e efeitos cardiovasculares.

Larissa estava no último ano do ensino médio, era animadora de torcida e havia sido eleita Miss Cebola do Texas. Ela sofreu um “evento cardíaco fatal” em 20 de outubro de 2025, após consumir a bebida energética.

Vídeos curtos

Mais lidas