Cunhada e genro são presos suspeitos de envolvimento na morte de Luciana Brites Leite, auxiliar de limpeza encontrada morta um mês após desaparecer em Andradina (SP). Foto: Divulgação.
Cunhada e genro são presos suspeitos de envolvimento na morte de Luciana Brites Leite, auxiliar de limpeza encontrada morta um mês após desaparecer em Andradina (SP). Foto: Divulgação.

O filho da auxiliar de limpeza Luciana Brites Leite, encontrada morta na quarta-feira (22) após desaparecer em Andradina, interior de São Paulo, afirmou nesta sexta-feira (24) ter ficado surpreso com a suspeita de que familiares estejam envolvidos no crime.

Luciana desapareceu no dia 23 de setembro, logo depois de procurar atendimento médico na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) com dores no braço. Quatro semanas depois, o corpo dela foi localizado em uma área rural de Votuporanga, próxima a uma usina hidrelétrica, com sinais de violência.

Com a localização do corpo, o caso inicialmente tratado como desaparecimento passou a ser investigado como homicídio. Duas pessoas foram presas temporariamente por suspeita de participação: a cunhada da vítima, Tatiane Barreto da Paixão Gobbi, e o genro dela, Elias Júnior Almeida Soares.

Em entrevista ao G1, o filho Samuel Brites Leite contou que, diante da falta de respostas, ele e o padrasto, que chegou a ser apontado como suspeito no início, decidiram investigar por conta própria.

Segundo Samuel, as primeiras desconfianças sobre Tatiane surgiram após contradições nos relatos dos familiares. Ainda assim, ele disse ter sido surpreendido ao descobrir que Elias também estava sendo investigado.

“Fui colhendo informações e o coração de filho já dizia que havia uma possibilidade real da Tatiane ter feito isso. Ainda não tinha noção das motivações e, para mim, é uma surpresa o Elias também estar envolvido. Foi uma reviravolta, porque ninguém desconfiava”, declarou.

De acordo com o delegado Raoni Spetic da Selva, responsável pelo caso, a prisão dos suspeitos ocorreu após a equipe perceber uma insistência de Tatiane em tentar incriminar o marido de Luciana. Ele relata que as versões apresentadas por ela eram contraditórias.

“As suspeitas iniciais recaíam sobre o marido. Mas, devido à insistência de Tatiane em comparecer à delegacia com inúmeras versões e justificativas pouco plausíveis sobre ter deixado a cunhada na UPA, levantamos uma desconfiança”, explicou o delegado.

Motivação pode ser desavença financeira

Raoni informou ainda que a motivação pode estar relacionada a uma desavença financeira. O corpo de Luciana foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) de Andradina, e a causa da morte ainda não foi oficialmente divulgada.

Porém, o delegado adiantou que o corpo apresentava ferimentos no rosto e no crânio, compatíveis com politraumatismo causado por objeto contundente. A polícia segue analisando celulares apreendidos e pretende ouvir novas testemunhas nos próximos dias.

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