Um pé humano foi encontrado dentro de uma cacimba no município do Crato, na região do Cariri, em uma ocorrência que mobilizou as forças de segurança nesta quinta-feira. O achado, que estava acompanhado de uma bota, levantou a suspeita de que os restos possam pertencer a Wesley Raí, jovem desaparecido há cerca de um mês na região.
Uma ocorrência de forte impacto mobilizou as autoridades e assustou moradores do município do Crato, na região do Cariri, após a localização de um pé humano dentro de uma cacimba na manhã desta quinta-feira (14).
O membro estava acompanhado de uma bota, o que chamou ainda mais atenção das equipes que atenderam a ocorrência.

Local do crime (Foto: Reprodução)
De acordo com informações iniciais do portal News Cariri, ainda sem confirmação oficial da perícia, há a suspeita de que os restos encontrados possam pertencer a Wesley Raí, jovem que está desaparecido desde o dia19 de abril.
Familiares teriam sido acionados e, segundo relatos preliminares, a mãe do rapaz reconheceu o calçado localizado no local como sendo dele.
O achado provocou grande comoção e repercussão entre moradores e nas redes sociais, especialmente diante da gravidade do caso e das circunstâncias envolvendo o desaparecimento do jovem.
Até o momento, apenas o pé e o calçado foram retirados da cacimba. Não há informações sobre a localização do restante do corpo, e as buscas continuam sendo realizadas na área por equipes de segurança.
A Polícia Militar, a Polícia Civil e a Perícia Forense estiveram no local e acompanham a investigação. Exames periciais deverão confirmar oficialmente a identidade da vítima e esclarecer as circunstâncias do caso.
Mãe de Wesley Raí reconhece bota encontrada no local
A mãe de Wesley Raí, dona Sara, confirmou que realizou o reconhecimento do corpo por meio de uma bota encontrada junto aos restos localizados dentro de uma cacimba no município do Crato, na região do Cariri. A informação foi repassada durante atendimento das autoridades no local da ocorrência.
Em meio ao relato, ela recebeu manifestações de condolências por parte das equipes que acompanham o caso, diante da suspeita de que o material encontrado esteja relacionado ao desaparecimento do jovem.
Dona Sara também afirmou que já havia retornado ao local em outras ocasiões durante as buscas pelo filho. Segundo seu depoimento, ela chegou a inspecionar a área da cacimba, avaliando a profundidade do poço e tentando visualizar seu interior, que era bastante escuro. Em diferentes momentos, ela esteve na região acompanhando as buscas.
“Olhei a cacimba, abri a cacimba, joguei pedra, filmei para ver a profundidade, muito fundo, não dava para ver nada, que era muito escuro, e só isso. Aí vim aqui outras vezes, olhei, entrei dentro da casa, entrei dentro do banheiro, entrei com os rapazes, com esses mesmos rapazes que vieram comigo, que foram eles que mataram, e a gente entrou aí dentro de mata dentro, procurando a mata”, contou.
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Mãe afirma ter retornado ao local em diferentes ocasiões
Dona Sara, afirmou que esteve novamente na área das buscas na última sexta-feira, cerca de oito dias antes da confirmação do achado, reforçando que, em diferentes momentos, a cacimba foi inspecionada, mas não foi possível visualizar nada em seu interior devido à profundidade do poço.
Segundo o relato, a família chegou a retornar ao local em mais de uma ocasião, realizando buscas tanto na estrutura da cacimba quanto em áreas próximas, incluindo regiões de mata e um rio da região, sempre sem sucesso nas tentativas iniciais de localizar pistas sobre o paradeiro do jovem.
A mãe também comentou sobre pessoas que teriam convivido com Wesley e que, segundo ela, o acompanhavam durante as buscas.
“Eu conheço um, que é o Galeguim, que ele tinha amizade desde novinho, que ele morava lá, o bairro onde a gente morava, no Juazeiro do Norte. O Pedro eu só conheci na terça-feira do feriado do dia 21, e esse neguinho Lele, que trouxe ele para cá também na quarta-feira, na quarta-feira do dia 22″, disse.
Ainda de acordo com o depoimento, Wesley gostava de vaquejadas e costumava participar de eventos do tipo, sendo essa uma de suas principais atividades de lazer.
Dona Sara relatou que essas pessoas afirmavam estar colaborando ativamente nas buscas, acompanhando os deslocamentos em áreas de difícil acesso e reforçando a disposição em ajudar durante as diligências.
Ela destacou, por fim, que as equipes percorriam diferentes pontos da região, incluindo mata fechada e margens de rio, em uma mobilização contínua ao longo dos dias de procura pelo jovem desaparecido.
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