Alexandre de Moraes determinou que Mauro Cid, ex-ajudante de Bolsonaro, comece a cumprir pena de dois anos por tentativa de golpe. O militar poderá retirar a tornozeleira, mas segue proibido de usar redes sociais e portar armas.

Moraes autoriza que Mauro Cid comece a cumprir pena (Foto: Gustavo Moreno / STF)
Moraes autoriza que Mauro Cid comece a cumprir pena (Foto: Gustavo Moreno / STF)

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes determinou na quinta-feira (30) que o ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro, o tenente-coronel Mauro Cid, comece a cumprir pena por tentativa de golpe de Estado.

Cid foi delator da trama golpista, e por isso foi imputado pela Primeira Turma da Corte à pena de 2 anos de reclusão em regime aberto, a menor entre os condenados no núcleo 1, que envolveu o ex-presidente Bolsonaro e outros seis réus.

O ministro do STF também ordenou que o tempo que o tenente-coronel esteve preso de forma provisória seja abatido dos 730 dias previstos.

Mauro Cid vai cumprir pena em regime aberto

Na segunda-feira (3), Cid poderá retirar a tornozeleira eletrônica após audiência no Supremo, mas segue proibido de portar armas, utilizar redes sociais e de se comunicar com outros condenados ou investigados da trama golpista.

Mauro Cid foi o primeiro dos oito réus a receber a ordem de cumprimento da pena, enquanto os demais apresentaram embargos, e ainda tentam corrigir a Primeira Turma com recursos, na diminuição ou anulação das decisões.

O ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e deputado federal (PL-RJ) Alexandre Ramagem teve a menor pena entre os outros réus, com 16 anos de prisão, enquanto o ex-presidente recebeu a condenação mais alta, de 27 anos e três meses.

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