Alexandre de Moraes determinou a abertura de inquérito contra Flávio Bolsonaro por suposta injúria contra Lula após postagem nas redes sociais. A PF terá 60 dias para investigar o caso.

Moraes pede posicionamento da PGR (Foto: Luiz Silveira / STF)
Moraes pede posicionamento da PGR (Foto: Luiz Silveira / STF)

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a abertura de inquérito para investigar o senador Flávio Bolsonaro (PL)  por suposta injúria contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A decisão foi tomada após representação da Polícia Federal (PF), a pedido do Ministério da Justiça e Segurança Pública, e estabelece prazo de 60 dias para a realização das primeiras diligências.

Postagem motivou investigação

O caso tem como base uma publicação feita por Flávio Bolsonaro em 3 de janeiro de 2026, na rede social X. No conteúdo, o senador associa Lula ao presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e atribui ao chefe do Executivo envolvimento com crimes.

Na postagem, o parlamentar afirma: “Lula será delatado. É o fim do Foro de São Paulo: tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro, suporte a terroristas e ditaduras, eleições fraudadas”.

Segundo a Polícia Federal, a declaração foi feita em ambiente público e com grande alcance. Para os investigadores, houve imputação de fatos criminosos ao presidente da República.

PF e PGR apontam indícios

A investigação conta com parecer favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR), que considerou haver elementos suficientes para abertura do inquérito.

O Ministério Público Federal avaliou que a publicação atribui, de forma pública e potencialmente ofensiva, crimes ao presidente, o que justifica a apuração.

Sigilo retirado e tramitação no STF

Além de autorizar a investigação, Moraes determinou a retirada do sigilo do processo, por entender que não há necessidade de restringir a publicidade do caso.

O inquérito tramitará no STF em razão do foro por prerrogativa de função de Flávio Bolsonaro, que, como senador, tem direito a ser investigado diretamente pela Corte.

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